Américas: Povo yurok consegue remoção de barragens para voltar a pescar; junto com outras lideranças indígenas da Am. Latina buscam combater mudanças climáticas

Autor/in: Nádia Pontes (Klamath, Califórnia), Deutsche Welle (Brazil/Germany/US), Veröffentlicht am: 11 September 2018

“Indígenas das Américas se unem contra mudanças climáticasRecuperação de rio e manejo sustentável de florestas são prioridades para povo yurok, maior etnia da Califórnia. Em parceria com líderes da América Latina, eles buscam protagonismo no combate às mudanças climáticas”, 10 de setembro de 2018

…[P]ovo yurok…maior etnia indígena da Califórnia,...6 mil membros, e...por séculos...habitam as margens do rio…[Klamat]...e pescam salmão. "Vivemos uma crise. Pelo terceiro ano, a pesca comercial está suspensa. Só é permitida a de subsistência", explica Amy Cordalis, advogada…[A]...expectativa de melhora está na remoção de quatro barragens rio acima, inauguradas a partir de 1918 para gerar eletricidade."A retirada das barragens é...a solução-chave para a sobrevivência do salmão", afirma Michael Belchik, pesquisador no Departamento de Pesca da Tribo Yurok. "Impossível", diz Dinamam Tuxá, liderança indígena da Bahia, sobre a possibilidade de retirada de uma barragem no Brasil para a restauração de um rio. Na década de 1980, os tuxás foram removidos de suas terras para a construção da hidrelétrica de Itaparica, no rio São Francisco. As ilhas férteis onde plantavam e coletavam foram alagadas. Levados para uma vila, nunca mais tiveram o território demarcado. "Nosso modo de vida morreu junto com o barramento do São Francisco", diz os impactos da remoção das aldeias tuxá do território tradicional. Às vésperas da Global Climate Action, conferência organizada pelo governo da Califórnia para impulsionar medidas contra mudanças climáticas, entre os dias 12 e 14 de setembro, indígenas de todo o mundo se reuniram no território independente yurok para unificar suas demandas. "Não importa que falemos línguas diferentes. Nós monitoramos os recursos naturais e vemos como a Terra está reagindo às mudanças climáticas. Acreditamos que o conhecimento tradicional dos povos indígenas é parte da solução", afirma Javier Kinney, diretor do governo yurok...Yurok, fazendeiros e empresa iniciaram a negociação há mais de dez anos, depois da morte de mais de 34 mil peixes, em 2002...Para Tuntiak Katan, da Coica (Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica), o exemplo é surpreendente. "Somos massacrados e mortos por aqueles que roubam nossa madeira e poluem nossos rios", comenta, sobre a violência contra lideranças na América Latina. "Os yurok são um modelo de que é possível construir uma relação de respeito, como fez o governo da Califórnia"...Os dias com os yurok mostraram a Valéria Paye, da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil)...[que:]..."Tantos eles como nós temos a preocupação de manter nossas florestas, demarcar nossos territórios. Estamos unidos para mostrar para o mundo que, ao fazer isso, ajudamos a combater as mudanças climáticas".

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