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Brasil: Especialista analisa a ausência de representatividade de negros, mulheres, pessoas com deficiência e LGBTS nas empresas brasileiras

Autor/in: Carol Castro, CartaCapital, (Brazil), Veröffentlicht am: 9 December 2018

“Especialista em gestão e diversidade, Liliane Rocha fala sobre a baixa contratação e promoção de negros, mulheres, pessoas com deficiência e LGBTs”, 6 de dezembro de 2018 

Nos corredores de uma empresa de investimento...[,]...não havia nem sequer uma mulher...[E]xceto ao final do corredor, em uma salinha pequena, menos ostentosa. Essa sim cheia de funcionárias – no setor de telemarketing...[E]xplica Liliane Rocha, CEO da consultoria Gestão Kairós e autora do livro “Como ser um líder inclusivo”...[:]...[É]...justamente ali a primeira dificuldade - a falta de mobilidade; não só para mulheres, mas também para negros, homossexuais assumidos e pessoas com deficiência...[“E]u era gestora da América Latina, ganhava um ótimo salário, uma equipe grande. Mas jamais promoveriam para gerente uma mulher negra. Tenho clareza que se eu tivesse outro perfil dentro da sociedade brasileira, teria alcançado cargos mais altos”, conta...[U]ma pesquisa da DDI, empresa de análise e pesquisa, junto com a Ernst & Young...[,]...mostrou que onde há diversidade de gênero, principalmente em cargos de nível sênior, a chance de crescimento e lucro é 1,4 vezes maior...[P]ara Rocha, só há uma forma de representar de verdade a sociedade brasileira: colocar nas empresas um quadro de funcionários, em todos os cargos – do chefe ao peão –, que respeite a demografia brasileira. Se os negros representam 54% da população, portanto, essa deveria ser a meta. Em entrevista à CartaCapital, ela analisa como as empresas brasileiras ainda estão longe dessa realidade. E fala dos desafios dos próximos anos, com o governo Bolsonaro...

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