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Brasil: Repórter Brasil retrata como comunidades tradicionais assumem identidades para proteger seu modo de vida diante do agronegócio, mineração & outras ameaças

Brasil comunidades tradicionais_credit_Andre Dib_http://reporterbrasil.org.br/comunidadestradicionais/img/apresentacao/abertura.jpg

A Repórter Brasil, renomada ONG de direitos humanos e combate ao trabalho escravo, lança especial que retrata 8 comunidades tradicionais diferentes no Brasil, mas com histórias parecidas de lutas de resistência e proteção ao seu modo de vida diante de ameaças e violências do Estado e de setores privados como o agronegócio, mineração, condomínios de luxo, dentre outros.

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Author: Carolina Motoki, Jessica Mota e Xavier Bartaburu, Repórter Brasil (Brazil)

"Comunidades Tradicionais", janeiro de 2018

Quem estuda a sucessão de fatos que foi construindo o Brasil não encontra muitas histórias de como se deu a ocupação do país para além dos projetos de colonização oficiais. Invisíveis aos olhos da maioria e muitas vezes desconsideradas pelo Estado, muitas comunidades criaram modos de vida próprios, enraizados em territórios que foram transformando e construindo.
Neste especial, a Repórter Brasil retrata oito comunidades tradicionais diferentes. Durante muito tempo, elas se beneficiaram de certa invisibilidade e usaram estratégias silenciosas de relacionamento com o resto da sociedade para permanecerem nos locais que ocupavam. Hoje gritam a sua existência. Dar nomes aos seus modos de vida é um jeito de combater o avanço de invasores sobre suas terras e sobre suas águas...[E]ncontramos histórias de violência, ameaças e conflitos, diante da expansão da fronteira agropecuária, da especulação imobiliária e de projetos geridos pelo governo. Elas são uma pequena amostra de milhares de comunidades espalhadas pelo país – e de suas lutas para serem o que são.
Para sobreviver, elas dependem da nossa rica diversidade de biomas: da Caatinga ao Cerrado, das florestas de Araucárias à Amazônia, dos mares aos rios. Os territórios que ocupam são alguns dos locais mais preservados do Brasil...[E]stão formando articulações para compartilharem conflitos e estabelecerem estratégias coletivas de resistência, aprendendo com as experiências dos povos indígenas e quilombolas. Muitas vezes, a palavra tradicional é associada a práticas do passado. Mas, ao percorrer a trajetória de uma pequena amostra dessas comunidades, este especial conta uma parte muito viva da nossa história, e que segue em construção.

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Author: Carolina Motoki, Repórter Brasil (Brazil)

"O levante das comunidades tradicionais-No campo e no litoral do Brasil, comunidades lutam por seus modos de vida e por seus territórios tradicionais", 27 de janeiro de 2018

...Maria de Fátima Alves, de 38 anos, apanhadora de flores na Serra do Espinhaço, em Minas Gerais. Tatinha…[afirma que]...antes de ter seu território ameaçado, ninguém havia importunado suas vidas e as comunidades viviam com liberdade há séculos. A fartura das roças e a comercialização de flores colhidas no alto da serra garantiam o sustento...Tudo mudou quando o Estado desconsiderou sua existência ao declarar que aquele território era um Parque Nacional, uma unidade de conservação que impõe restrições à ação humana. A partir de então, foi preciso sair do silêncio e afirmar sua existência...Tatinha narra a história de milhares de outras comunidades espalhadas pelo Brasil, chamadas genericamente de comunidades tradicionais. Algo semelhante se passou nas que vivem nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro. Os caiçaras se denominavam assim, mas evitavam a palavra, pois trazia cunho negativo. Com a chegada de grileiros e condomínios de luxo, perceberam que assumir esse nome lhes embuía de poder político para assegurar sua relação com o mar, onde pescavam, e com as terras, onde moravam e cultivavam roças. A história é parecida por todo o...país. Especulação imobiliária, grandes fazendas agropecuárias, plantações de grãos ou eucalipto, mineração, estradas, barragens, parques eólicos e até unidades de conservação ambiental: são múltiplas as ameaças que têm feito, ao longo dos anos, comunidades tradicionais...assumirem diferentes identidades, a partir da iminência de serem deslocadas de seus lugares. Os nomes pelos quais elas se apresentam são inúmeros: ribeirinhas, faxinalenses, quebradeiras de coco, pescadoras, vazanteiras, entre muitos outros. Assim como povos indígenas e quilombolas, desenvolveram maneiras próprias de viver enraizadas em seus territórios. No Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, instância de participação oficial ligada ao Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário, hoje são reconhecidos 26 tipos de comunidades, e é certo que outros passarão a reivindicar esse título nos próximos anos. Como as apanhadoras de flores e as caiçaras, as comunidades lançam mão da carta da identidade quando em conflito...[O]...Brasil segue como um dos líderes em conflitos no campo…[M]uitas dessas comunidades acabaram expulsas de suas terras, com as pessoas indo para a periferia das cidades…

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