O papel do setor financeiro no combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas

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15 de março | São Paulo

O evento, o primeiro do gênero no país, irá reunir representantes dos setores bancário e financeiro, de empresas e órgãos do poder público que atuam na regulação do setor financeiro e no combate ao trabalho escravo, da sociedade civil e de sindicatos de trabalhadores, além de representantes das Nações Unidas, para discutir como o setor está combatendo o trabalho escravo no Brasil e no mundo e quais são os desafios e perspectivas para o desenvolvimento de políticas corporativas e marcos regulatórios nesse sentido.  

Informações

Data: 15 de março de 2019

Local: Complexo Aché Cultural (prédio do Instituto Tomie Ohtake)
Rua Coropés, 88, São Paulo (SP), Brasil. A 800 metros da estação Faria Lima do metrô.

Horário: 8h45 às 13h

Por que esse tema?

O setor financeiro tem desempenhado um papel fundamental no combate a esse crime no Brasil desde que o governo federal passou a disponibilizar informação qualificada sobre o problema, tornando possível o gerenciamento de risco junto a clientes e parceiros. O que contribuiu para a implementação de políticas de compliance e due diligence e, consequentemente, a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores.

O seminário dialoga com a Liechtenstein Initiative, que atua para criar uma recomendação global para que instituições financeiras e investidores combatam esse crime. Como resultado, espera-se que mais empresas do setor incluam a erradicação do trabalho escravo contemporâneo como uma preocupação em seu negócio.

O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer, diante das Nações Unidas, a persistência da escravidão moderna. Foi o primeiro a criar uma política nacional efetiva de libertação de trabalhadores em 1995. O primeiro a lançar um plano integrado de combate ao crime em 2003 e a publicar, periodicamente, um cadastro com os infratores a partir do mesmo ano. Criou o primeiro pacto empresarial multisetorial contra a escravidão em 2005 e implementou ações pioneiras de repressão e prevenção que se tornaram referência em todo o mundo.

Contudo, em 2017, tornou-se também o primeiro país a ser condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em um caso de trabalho escravo por omissão – um exemplo dos desafios enfrentados pelo poder público, pelo setor empresarial e pela sociedade civil para a erradicar esse crime do território e melhorar a qualidade da produção brasileira. Por isso, acreditamos que é necessário aprofundar o diálogo entre esses setores e buscar novas ferramentas e estratégia para combater o trabalho escravo e o tráfico de seres humanos.

Programação completa aqui. Importante: o evento contará com tradução simultânea.

Inscrições

Para se inscrever, envie um e-mail com seu nome, cargo e instituição para [email protected]. Enviaremos uma confirmação de inscrição por e-mail antes do evento. Não há taxa de inscrição.

Atenção: A seleção dos inscritos dará prioridade a representantes dos setores financeiro, representantes da área de sustentabilidade de empresas, representantes de órgãos do poder público que atuam na regulação do setor financeiro e no combate ao trabalho escravo, além de instituições da sociedade civil que atuam nesses temas.