Brasil: Após mais de 30 anos do assassinato da líder sindical Margarida Maria Alves, defensora dos direitos trabalhistas, nenhum acusado foi condenado

Author: Maria Fernanda Garcia, Observatório do Terceiro Setor (Brazil), Published on: 9 July 2019

Brasil defensora Margarida Maria Alves_credit_Observatorio 3o Setor_https://observatorio3setor.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Margarida-Maria-Alves.jpg

Ela foi morta por lutar pelos direitos básicos dos trabalhadores rurais”, 18 de junho de 2019

Margarida Maria Alves...foi uma das primeiras mulheres a exercerem um cargo de direção sindical no país e foi grande defensora dos direitos humanos no Brasil. Durante o período em que esteve à frente do sindicato, a militante foi responsável por mais de 100 ações trabalhistas na justiça do trabalho local. Contudo, sua atuação no sindicato entrou em choque com os interesses do proprietário da maior usina de açúcar local (a Usina Tanques); de alguns senhores de engenho, remanescentes do período em que os engenhos dominavam a economia açucareira local e estadual; e de fazendeiros não ligados à lavoura da cana. As denúncias de abusos e desrespeito aos direitos dos trabalhadores nas usinas da região, feitas por Margarida, resultaram no seu assassinato...[O]s principais suspeitos pela morte da sindicalista são Agnaldo Veloso Borges, então proprietário da Usina Tanques, e seu genro, José Buarque de Gusmão Neto, mais conhecido como Zito Buarque. A líder sindical tornou-se um símbolo de resistência e luta contra a violência no campo, pela reforma agrária e fim da exploração dos trabalhadores rurais...[A]pós mais de 30 anos, nenhum acusado pela morte da sindicalista foi condenado, embora o crime tenha tido repercussão internacional...

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