Brasil: Pres. da Assoc. dos Produtores e Produtoras Rurais Nova Vitória sofre constantes ameaças e negligência policial por denunciar exploração ilegal de madeira e ouro no Pará

Author: Ciro Barros, Agência Pública (Brazil), Published on: 11 September 2019

“‘Eu sei que vou morrer. Só não quero que matem meu filho’, diz liderança no Pará”, 03 de setembro de 2019

Maria Márcia Elpídia de Melo...[:]...presidente da Associação dos Produtores e Produtoras Rurais Nova Vitória, uma das cinco associações de assentados do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Terra Nossa...[,]...vem sofrendo ameaças constantes por causa de denúncias que fez contra a exploração ilegal de recursos naturais (sobretudo madeira e ouro), venda de lotes e os assassinatos no interior do assentamento...[O]...que mais dói, segundo ela, é ficar longe de seu filho, Elmiro, a quem retirou de seu convívio por questões de segurança. Ele vivia em um dos lotes do assentamento e no início deste ano foi espancado e ameaçado de morte...[D]urante o episódio os agressores fizeram referência à atuação militante de Márcia...“Eu sei que eu vou morrer. Eu me conformo com a minha morte. Eu só não quero que matem meu filho...Eu sei onde ele tá, mas eu não vou visitar com muito medo de alguém me seguir e matar ele. Não deixo ele chegar muito próximo de mim pra evitar”, afirma. [D]esde 2011, foram pelo menos cinco assassinatos relacionados a conflitos agrários no interior do PDS...[“A]qui, os que vão pra cima morrem, desaparecem. E eles inventam qualquer história pra justificar. Aí vai a polícia lá e coloca que bebeu cachaça, brigou, morreu e acabou”...[E]la afirma ter sido visitada diversas vezes por fazendeiros, que a ameaçaram pedindo que interrompesse as atividades da associação, pois ela estava atrapalhando os planos de redução do assentamento. “Eles falaram que, se eu não parasse com aquilo, eu ia morrer...[E]la está atualmente em atendimento no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDH)...[M]árcia se diz agradecida pelo apoio da CPT...[“E]stamos à mercê da sorte, num tremendo abandono”...[A]...Pública tentou contato por e-mail e telefone com todos os nomes e empresas citados na reportagem, mas não obteve resposta até a publicação...

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