abusesaffiliationarrow-downarrow-leftarrow-rightarrow-upattack-typeburgerchevron-downchevron-leftchevron-rightchevron-upClock iconclosedeletedevelopment-povertydiscriminationdollardownloademailenvironmentexternal-linkfacebookfiltergenderglobegroupshealthC4067174-3DD9-4B9E-AD64-284FDAAE6338@1xinformation-outlineinformationinstagraminvestment-trade-globalisationissueslabourlanguagesShapeCombined Shapeline, chart, up, arrow, graphlocationmap-pinminusnewsorganisationotheroverviewpluspreviewArtboard 185profilerefreshIconnewssearchsecurityPathStock downStock steadyStock uptagticktooltiptwitteruniversalityweb
Artigo

24 Mai 2022

Author:
Repórter Brasil

Brasil: Massacre de Pau D´Arco, por conflito de terras, tem investigações encerradas sem apontar mandantes

Repórter Brasil

“Investigações da chacina de Pau D’Arco, no Pará, foram encerradas sem apontar mandantes”, 24 de maio de 2022

Duas investigações que poderiam revelar os mandantes do maior massacre no campo dos últimos 25 anos – o caso Pau D’Arco – foram encerradas sem apontar os responsáveis pelo crime...

Na chacina, que completa cinco anos nesta terça-feira (24), policiais executaram brutalmente dez trabalhadores sem-terra que ocupavam a fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco, no sul do Pará. Dois policiais civis e 14 militares foram acusados como executores e aguardam julgamento por júri popular, mas, apesar de réus, continuam soltos e em atividade nas corporações.

Uma das investigações...que apurava o assassinato da principal testemunha do massacre – um dos poucos que sobreviveu ao ataque. O inquérito foi concluído em dezembro sem sequer ouvir os policiais suspeitos de terem ameaçado Fernando Araújo dos Santos, morto em janeiro de 2021...

O segundo inquérito…investigava os mandantes da chacina e foi encerrado, também no ano passado, sem apontar os culpados nem fazer nenhum indiciamento.

“É preocupante que a investigação do massacre tenha se restringido aos executores do crime, sendo que havia condições materiais de as investigações avançarem e levarem aos mandantes”, diz a pesquisadora Carla Benitez Martins, professora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Ela faz parte de um grupo de mais de 40 pesquisadores que estão analisando os 51 massacres de trabalhadores do campo desde 1985, em uma parceria entre a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais.

No caso da chacina de Pau D’Arco, os pesquisadores concluíram não haver provas que sustentem a tese de confronto entre policiais e sem-terra, alegada pelos acusados, mas sim de uma ação coordenada de execução, planejada com antecedência por um grupo de extermínio...

...No local do crime, foram encontrados indícios de execução e tortura dos camponeses...

Linha do tempo