Brasil: Óleo de pequi produzido pela Ass. Indígena Khīsêtjê ganha prêmio das Nações Unidas e recupera terras degradadas por invasão de fazendeiros

Autor: Vinicius Galera, Revista Globo Rural (Brazil), Publicado em: 18 June 2019

“Óleo de pequi do Xingu vence prêmio da ONU para desenvolvimento sustentável”, 10 de junho de 2019

O óleo de pequi produzido pela Associação Indígena Khīsêtjê (pronuncia-se “kinsêdje”), do Parque Indígena do Xingu, foi um dos vencedores do Prêmio Equatorial 2019, concedido pela ONU a cada dois anos para “soluções locais e indígenas de desenvolvimento sustentável”. A premiação...teve mais de 847 inscritos de 127 países. Apenas 22 associações e comunidades foram vencedoras. O prêmio, que deverá ser entregue aos Khīsêtjê em uma cerimônia a ser realizada em Nova York em setembro, tem o valor de US$ 10.000,00...[C]oordenador de alternativas econômicas da associação, Yaiku Suya...[:]...[“A]inda tem muita coisa para fazermos com o pequi. Temos a castanha, o doce, o molho de pequi com pimenta e estamos começando a fazer sabonete. Vamos usar o recurso para buscar capacitação, que deve ajudar muito no nosso trabalho”...[D]e acordo com o comitê da ONU, os vencedores do Prêmio Equatorial, como o óleo de pequi dos Khīsêtjê, "estão desenvolvendo soluções baseadas na natureza para as mudanças climáticas e o desenvolvimento local sustentável"...[T]radicionalmente, os Khīsêtjê viviam em uma região próxima à área onde seria criado o Parque Indígena do Xingu em 1961. Ameaçados por pressões externas, passaram a viver dentro dos limites do parque. Em 1998 tiveram seu território ancestral homologado com a criação da Terra Indígena Wawi, localizada no município de Querência (MT) e dentro do Território Indígena do Xingu...[O]...território estava fortemente degradado devido à invasão de fazendeiros, e ainda sofre com a pressão da agricultura empresarial. Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite, sob responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, apontam que 6.200 hectares foram desmatados apenas em 2018. O plantio de pequizais na região foi uma forma encontrada pelos Khīsêtjê para recuperar suas áreas...

Leia a postagem completa aqui