Brasil: Assoc. Acionistas Críticos da Alemanha considera Jair Bolsonaro fascista & cobra que empresas alemãs se distanciem da declaração favorável da Conf. Nac. da Indústria ao candidato

Autor: Bruno Lupion, Deutsche Welle (Brazil/Germany), Publicado em: 20 August 2018

“‘Empresas alemãs repetem erro ao silenciar sobre Bolsonaro’-Associação dos Acionistas Críticos da Alemanha cobra que empresas alemãs no Brasil se distanciem da declaração favorável da CNI ao candidato. DW questiona as nove maiores, mas nenhuma quer comentar.”, 7 de agosto de 2018

…[Associação de Acionistas Críticos na Alemanha (Dachverband Kritische Aktionäre)]...compra ações de empresas para cobrar delas respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente está preocupada com o silêncio de filiais no Brasil sobre a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República…[P]ossui pelo menos uma ação de cada empresa listada na bolsa de valores de Frankfurt e, segundo a lei alemã, tem direito a dez minutos de fala nas assembleias anuais dessas empresas...para pressioná-las e cobrar respostas…[E]...publicou nota solicitando que as empresas alemãs no Brasil se posicionem contra a postura favorável da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em relação à candidatura de Bolsonaro, atual líder nas pesquisas eleitorais…[C]onsidera o presidenciável um "fascista" devido a seus elogios a torturadores da ditadura militar e suas críticas a direitos humanos. A DW Brasil perguntou às nove maiores empresas alemãs no Brasil se elas concordavam com a afirmação do presidente da CNI sobre os empresários da indústria não terem receio de um governo Bolsonaro e indagou também a posição delas sobre essa candidatura presidencial. Nenhuma quis comentar. Para a Mercedes-Benz, o importante é o próximo governo estar "focado na retomada e no fortalecimento da economia brasileira". A Siemens disse confiar nas instituições brasileiras e que o fundamental é "manter segurança jurídica, estabilidade política, Estado de Direito, liberdade econômica, regras claras e estáveis". A Volkswagen afirmou que apoia a democracia e a liberdade de expressão e que manterá seu plano de investimentos no país qualquer que seja o desfecho eleitoral em outubro. O diretor da Associação dos Acionistas Críticos na Alemanha, Christian Russau, afirmou à DW Brasil que o silêncio das empresas alemãs sobre Bolsonaro faz parecer "que os empresários só pensam em seus lucros"...[P]arece que os industriais só pensam nos negócios e nos lucros, enquanto valores democráticos e respeito a minorias não interessam. Com democracia e ditadura não se brinca, não se pode fingir que não viu nada e deixar rolar. De repente, estamos entrando em épocas pré-fascistas...O ex-presidente da Volkswagen Carl Hahn chegou a dizer que não via problema na substituição da democracia brasileira por uma ditadura...: "Isso não me tirou o sono na época. Não lembro ter chorado a democracia indo embora"...A CNI representa todas as entidades industriais dos estados brasileiros...e as empresas alemãs têm peso nessas entidades…[E]xigimos que...se posicionem frente à ameaça de um novo autoritarismo, de um pré-fascismo...

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