Brasil: Cerca de 3 mil ONGs, coletivos e movimentos sociais nacionais e internacionais repudiam declaração do candidato Bolsonaro contra ativismo no país

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Cerca de 3 mil ONGs, incluindo o Centro de Informação sobre Empresas e Direitos Humanos, Conectas Direitos Humanos, Justiça Global, Oxfam Brasil, Terra de Direitos, Plataforma Dhesca, Instituto Socioambiental, e outros coletivos e movimentos sociais nacionais e internacionais repudiam declaração do candidato Bolsonaro contra ativismo no país.

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Artigo
17 October 2018

Brasil: Cerca de 3 mil ONGs, coletivos e movimentos sociais nacionais e internacionais repudiam declaração do candidato Bolsonaro contra ativismo no país

Autor: Justiça Global (Brazil)

“Nota de repúdio à declaração de Bolsonaro sobre ativismo no Brasil”, 5 de outubro de 2018

Cerca de 3 mil organizações não-governamentais, coletivos e movimentos sociais nacionais e internacionais repudiaram a afirmação do candidato Jair Bolsonaro de que, se eleito, vai “botar um ponto final em todos os ativismos no Brasil”. O pronunciamento foi feito pelo presidenciável no domingo (7/10) depois da divulgação dos resultados do primeiro turno. Por meio de...carta publicada…[em 15 de outubro]..., as entidades afirmam que a fala de Bolsonaro afronta a Constituição Federal, que garante os direitos de associação e assembleia. “Trata-se de uma ameaça inaceitável à nossa liberdade de atuação. Não será apenas a vida de milhões de cidadãos e cidadãs ativistas e o trabalho de 820 mil organizações que serão afetados. Será a própria democracia brasileira. E não há democracia sem defesa de direitos.” O grupo também destaca a importância de “uma sociedade civil vibrante, atuante e livre para denunciar abusos, celebrar conquistas e avançar em direitos”, assim como para a conquista de direitos e de melhores condições de vida para a população, e pede “que o desprezo pelos movimentos sociais e pela sociedade civil seja considerado por todas e todos na hora de decidir seu voto”. Clique aqui para ler a íntegra da nota. “Organizações e movimentos são atores estratégicos na contribuição para a formulação de políticas públicas, na elaboração de leis importantes para o país”, afirma o documento ao citar leis conquistadas por meio de pressão de organizações ativistas, como as que criminalizam o racismo e a violência contra a mulher. E conclui: “calar a sociedade civil, como anuncia Jair Bolsonaro, é prática recorrente em regimes autoritários. Não podemos aceitar que passe a ser no Brasil.”

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Réplica
17 October 2018

Brasil: Nota de repúdio à declaração de Bolsonaro sobre ativismo no país

Autor: Justiça Global (Brazil)

“Nota de repúdio à declaração de Bolsonaro sobre ativismo no Brasil”, 15 de outubro de 2018

Organizações da sociedade civil e movimentos sociais têm um histórico significativo de ativismo em defesa dos mais diversos direitos no Brasil. Segundo estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), em 2017 existiam no país mais de 820 mil ONGs, atuando por melhores condições na educação, na saúde, por liberdades individuais e igualdade no acesso a direitos, pelo acesso à informação e a liberdade de expressão, pela dignidade no trabalho, pelo direito das crianças e adolescentes, pelo respeito ao meio ambiente, entre tantas outras pautas...Mais do que nunca, o Brasil precisa de um governo aberto ao diálogo, que se proponha a conduzir a nação junto dos mais diferentes setores, respeitando a diversidade de opiniões e ideias sobre as propostas e rumos para o país...Em breve, a população voltará às urnas para eleger quem será o Presidente da República nos próximos quatro anos. Que o desprezo pelos movimentos sociais e entidades da sociedade civil manifestado nessa declaração seja considerado por todos e todas na hora de decidir seu voto. Calar a sociedade civil, como anuncia Jair Bolsonaro, é prática recorrente em regimes autoritários. Não podemos aceitar que passe a ser no Brasil...

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