Brasil: Comissão Pastoral da Terra lança relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2018’ e mostra aumento de 377% de violência contra a mulher

Autor: Júlia Dolce, De Olho Nos Ruralistas (Brazil), Publicado em: 23 April 2019

 “Relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aponta 482 casos de camponesas, indígenas e quilombolas impactadas pela violência no campo; invisibilização social e dificuldade no acesso a políticas públicas são os principais desafios”, 16 e 22 de abril de 2019

Lançado...pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), o relatório Conflitos no Campo Brasil 2018 traz dados alarmantes sobre o aumento da violência no contexto da luta pela terra...[F]oram registrados 964 conflitos agrários, que resultaram em 25 mortes de lideranças camponesas, indígenas e quilombolas...[O]s dados são ainda mais alarmantes em relação às mulheres do campo...[:]..482 mulheres foram vítimas de violência em decorrência de conflitos agrários, um aumento de 377% em relação a 2017.  A carga desses confrontos recai com mais força em cima das camponesas, entre outros motivos, por elas representarem o centro da família e do cuidado com as crianças. “Elas, ao verem destruído o local de sua habitação e trabalho, carregam consigo a dor e a angústia das crianças que estão sob sua responsabilidade”, afirma o relatório...36 foram ameaçadas de morte e seis sofreram tentativas de assassinato. Além delas, outras seis foram feridas durante tentativas de despejo, duas denunciam ter sido torturadas e uma sofreu aborto. O relatório também aponta para a morte de duas mulheres em decorrência de conflitos agrários. Outro aspecto que fica evidente no levantamento da CPT é o aumento da criminalização da luta pela terra....[Q]uinze mulheres foram presas durante ações policiais. Em março de 2018, outras 400 camponesas foram detidas durante a ocupação de uma fábrica da Nestlé em São Lourenço (MG), em denúncia aos projetos de privatização da água no país. Na ocasião, as manifestantes foram mantidas por horas dentro de ônibus e obrigadas a passar por revista...[E]ssa invisibilização das mulheres no campo brasileiro também é trazida pelo novo relatório da CPT, assim como a ressignificação dos papéis e lugares assumidos por elas nos conflitos...

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