Brasil: Comunidades que serão atingidas por Mina Guaíba da Copelmi alegam possíveis danos à saúde, àgua e modo de vida, empresa diz que gerará empregos e melhorias

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Assentamentos rurais e comunidades tradicionais que serão atingidas pelo projeto de mineração Mina Guaíba da Copelmi, assim como ambientalistas, acadêmicos, dentre outros, alegam que o projeto implicará em danos à saúde, ao modo de vida de tais comunidades, afetará o curso de águas, dentre outras violações de direitos.  Já houve audiências públicas sobre o projeto, a última foi inclusive recomendação do Ministério Público Federal por problemas na primeira. A empresa alegou na última audiência, em 27 de junho, que o projeto é seguro, trará empregos e poderá deixar a vida igual ou melhor daqueles que forem reassentados. Participaram da audiência, conforme artigo da Brasil de Fato abaixo: "assentados, representantes de comunidades indígenas, ambientalistas, estudantes, professores, famílias, poder público e instituições como Ibama e Incra; organizações não governamentais, prefeitos e vice-prefeitos, promotores de justiça, entidades representativas dos trabalhadores e empresários; e demais simpatizantes ou contrários à instalação da Mina". 

Muitos grupos da sociedade civil, movimentos sociais e acadêmicos alegaram que o "Rio Grande do Sul é a nova fronteira da mineração para o capital mineral".

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Artigo
3 July 2019

Brasil: Comunidades, ambientalistas, Estado e empresas debatem projeto Mina Guaíba, da Copelmi em audiência pública

Autor: Fabiana Reinholz e Marcelo Ferreira, Brasil de Fato (Brazil)

"Com plenária lotada, audiência pública debateu o projeto Mina Guaiba-Público compareceu com cartazes, faixas e camisetas com mensagens favoráveis ou contrárias à iniciativa", 28 de Junho de 2019

…[M]anifestantes contra e a favor do projeto Mina Guaíba estiveram presentes na Audiência Pública convocada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler – RS (Fepam)...[em 27 de junho]...para...esclarecimentos sobre o projeto de exploração carbonífera a céu aberto entre os municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas, da empresa Copelmi Mineração...Durante cerca de oito horas, questionamentos foram levantados, em especial sobre seus impactos ambientais…[F]oi defendido o uso de matrizes energéticas renováveis, de menor impacto ambiental. Do outro lado, ouviu-se o enaltecimento da geração de empregos e os benefícios à economia do Estado...O evento foi recomendado pelo Ministério Público Estadual e...Federal e teve...mediação…[d]o diretor-técnico da Fepam, Renato Chagas…Cristiano Weber, gerente de sustentabilidade corporativa da Copelmi, …[a]firmou que a mineração não emite gases tóxicos e...falou dos desvios dos arroios e de reassento involuntário de famílias...nas localidades diretamente afetadas…“...[P]ela alternativa locacional da jazida, as comunidades e as jazidas não têm como conviver, então desloca-se toda a população, de acordo com os marcos legais…[S]erá feito um comitê de reassentamento para negociação,...caso a caso...Vocês vão ter...condições iguais, ou melhores”, garantiu...Ambientalistas criticam o projeto...Weber disse que a empresa é cuidadosa com o meio ambiente, que fez recuperações ambientais em outras localidades...Boa parte das manifestações durante a audiência foram contrárias à instalação do projeto...Manuela Schuch, analista ambiental do Ibama...e...moradora de Eldorado do Sul…[disse]...“Mina de carvão não é desenvolvimento. É retrocesso”, afirmou, exemplificando com uma matéria da Folha de São Paulo que traz a informação de que a Alemanha planeja fechar as termoelétricas a carvão até no máximo 2038. “Para enfrentar as questões climáticas, precisamos pensar globalmente e agir localmente…[N]ão dependemos do carvão. Temos sol, vento, água, terra para plantar e produzir biocombustíveis. Precisamos investir em fontes de energia renováveis”, apontou. Morador de Charqueadas, Valcir de Oliveira…[afirmou que]...não existem atingidos indiretos, todos são atingidos diretamente. “Queremos que a Fepam realize outras audiências públicas. Tem assentados há 29 anos em Charqueadas. São 400 famílias em Eldorado e São Jerônimo, e a maioria tem o assentamento ecológico. Nossos poços artesianos variam de 30 a 40 metros, quem garante que não vai afetar o lençol freático? Fala de emprego, desenvolvimento, mas quantas famílias serão deslocadas ali do assentamento e do Guaíba City?” questiona…

[Há menção à ABG Engenharia e Meio Ambiente e à Tetratech]

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Artigo
1 July 2019

Brasil: Comunidades rurais e tradicionais que serão atingidas por projeto de mineração Mina Guaíba da Copelmi alegam possíveis danos à saúde, àgua e modo de vida

Autor: Amigos da Terra Brasil (Brazil)

Rio Grande do Sul é a nova fronteira da mineração para o capital mineral”, 13 de junho de 2019

Com o colapso enfrentado pela atividade mineradora em Minas Gerais, o Rio Grande do Sul é a bola da vez para os projetos de exploração de minério. De acordo com levantamento do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), há no momento 166 projetos de mineração em alguma fase de análise no estado. Entre eles, está o da Mina Guaíba – que pretende ser a maior mina de carvão a céu aberto do Brasil. Outros três grandiosos também chamam a atenção: a extração de titânio em São José do Norte, de chumbo e zinco em Caçapava do Sul, e de fosfato em Lavras do Sul. “Nesses quatro projetos, percebemos que há a tentativa de acelerar o processo de licenciamento ambiental”, diz Michele Martins, do MAM. A maior parte está localizada na metade Sul, onde justamente está uma grande diversidade econômica, social e cultural, com assentamentos rurais e a presença de comunidades tradicionais que mantêm a preservação ambiental e produzem a sua renda a partir da agricultura e da pesca...[N]o caso da Mina Guaíba...[,]...a preocupação dos moradores é tanto pela saúde, que será impactada com a poluição do carvão, quanto pela situação de suas moradias e de seus locais de trabalho.  Há duas comunidades que a empresa mineradora...[Copelmi]...quer “reassentar involuntariamente”, o Loteamento Guaíba City e o Assentamento Apolônio de Carvalho, território conquistado por lutadoras e lutadores pela reforma agrária do MST, em 2007...[P]ara o coordenador nacional do MAM, Márcio Zonta, há um projeto internacional de mineração e como países desenvolvidos não aceitam mais atividades altamente poluidoras em seus territórios, as companhias veem na América Latina e na África grande potencial para exploração...[U]m manifesto contra a implementação dos projetos de mineração no Rio Grande do Sul também foi lançado durante a Assembleia Popular da Mineração...

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