Brasil: Defensoras/es de direitos humanos denunciam agressões, desemprego, perseguição após denunciarem falta de água, poluição, insegurança causados pela Anglo American; empresa nega envolvimento

Autor: Alice Maciel e Daniel Sant'Anna, The Intercept (Brazil), Publicado em: 18 June 2018

“Agressões, vigilância, desemprego, perseguição e isolamento: como vivem os moradores que enfrentam a gigante da mineração”, 27 de março de 2018

...Nos últimos anos, os impactos de uma legislação frouxa – a empresa chegou a contratar ao menos um funcionário público licenciado para defender seus interesses – e de uma atuação onipresente na cidade fizeram com...levassem ao Ministério Público Estadual denúncias de violações causadas contra as comunidades do entorno do empreendimento...Hoje, vivem sob os olhos do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos de Minas Gerais. Suas rotinas são vigiadas e sua movimentação é limitada por causa das intimidações. Alguns tiveram que abandonar suas casas…[O]s cinco se uniram em abril de 2017 para impedir o avanço da etapa 3 do projeto da mineradora, que prevê a construção da colossal barragem de rejeitos...A mobilização desencadeou...onda ainda maior de intimidações…[U]m jornal local publicou...reportagem...que trazia o nome dos cinco autores da ação popular. Um vídeo com depoimentos de moradores falando sobre o caso também circulou pelas redes sociais. Além de ameaças de morte, os cinco passaram a ser repreendidos em locais públicos com olhares, palavras e agressões físicas. Foi quando decidiram entrar no programa de proteção a pedido do Ministério Público do Estado...“A estratégias da mineradora foi justamente colocar os moradores do município contra as lideranças”, diz a coordenadora do programa de proteção, Maria Emília da Silva…[A]...empresa construiu a imagem de que eles estariam “prejudicando o avanço da cidade”, o que enfureceu quem depende dos empregos da mineradora e em quem acredita que a Anglo trouxe apenas benefícios...Como contrapartida..., por exemplo, a empresa pavimentou 20 quilômetros da rodovia de acesso à cidade, ampliou a policlínica e implantou um centro de inclusão digital…[O]...Estado reconhece as intimidações, mas nunca as colocou como empecilho para a empresa continuar a expandir seus negócios. Pelo contrário. A Anglo contou com um parecer favorável do governo para conseguir a aprovação da ampliação de uma barragem de rejeitos. Em 26 de janeiro, uma câmara técnica aprovou a licença prévia para que o conglomerado estrangeiro expanda também a mina...Anglo American disse que “não realiza ou participa de atos de intimidação de ativistas e lideranças locais..."...

[Há menção a MMX, do Grupo X]

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