Brasil: Dos 166 pesticidas liberados no gov. Bolsonaro, maioria beneficia empresas estrangeiras e apenas 16 são “pouco tóxico”, segundo classificação da Anvisa

Autor: Pedro Grigori, Agência Pública / Repórter Brasil (Brazil), Publicado em: 27 May 2019

“Dos 166 registros de pesticidas liberados neste ano, apenas 5% são totalmente produzidos em solo nacional. Brasil é o maior importador de agrotóxico do mundo, segundo especialista”, 14 de maio de 2019

...[D]os 166 pesticidas com registros aprovados e publicados no Diário Oficial da União neste ano, apenas 64 foram para empresas brasileiras...[S]ó 36 registros têm pelo menos uma cidade brasileira como endereço de fabricação do agrotóxico ou do ingrediente ativo. E somente nove – ou 5% – são totalmente produzidos no Brasil...[E]mpresas de países como China, Índia, Japão e Estados Unidos estão entre as que garantiram novas permissões de comercialização no Brasil em 2019...[A]té o momento, a companhia chinesa Adama é a que mais obteve permissões...[“O]...mercado é controlado por um grupo pequeno de empresas multinacionais. Elas fazem um comércio intra-empresarial. Uma tem alguns ingredientes ativos especializados em uma planta, e eles repassam para plantas de outros países. Há uma dinâmica, e assim um grupo restrito define o mercado mundial”, explica o professor da UFPR Victor Pelaez...[P]rofessora da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB) Cristina Schetino...[:]...[“A]...parte da formulação se consegue fazer no Brasil, mas a síntese do ingrediente ativo não. E a grande maioria dos agrotóxicos utilizados são sintetizados. Então, por aqui, só conseguimos produzir os produtos que não requerem esse ato”...[D]o total de 166 agrotóxicos aprovados em 2019, apenas 16 receberam a classificação de “Pouco Tóxico” segundo classificação da Anvisa. Enquanto isso, 33 foram avaliados como “Extremamente Tóxico”, o nível mais alto de toxicidade...[C]om a expansão da agricultura brasileira, todas as internacionais vieram com força para cá, compraram diversas brasileiras fizeram fusões entre elas, e ocuparam os espaços do mercado com um poderoso serviço de marketing...

[Há menção à Adama (parte da ChemChina), Dow AgroSciences, Du PontBiovalens, TZ BiotechExcellence, Ballagro, Simbiose, Arysta LifeScience e UPL Corporation]

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