Brasil: Ex-presidente da Vale e mais outros 15 funcionários, inclusive da TÜV Süd, são denunciadas por homicídio doloso e crimes ambientais pelo rompimento da barragem de Brumadinho

Brumadinho by Jeso Carneiro_CC BY-NC 2.0

Ex-presidente da Vale e mais outros 15 funcionários, inclusive da TÜV Süd, são denunciadas por homicídio doloso e crimes ambientais pelo rompimento da barragem de Brumadinho. Para saber mais sobre o caso em português, clique aqui.

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30 January 2020

Brasil: Ex-presidente da Vale e mais outros 15 funcionários, inclusive da TÜV Süd, são denunciadas por homicídio doloso e crimes ambientais pelo rompimento da barragem de Brumadinho

Autor: Nádia Pontes, DW (Brazil)

"Vale e TÜV Süd são denunciadas por homicídio doloso-Ministério Público denuncia ainda ex-presidente da Vale e outras 15 pessoas, além de pedir prisão cautelar de diretor da TÜV Süd na Alemanha. Conluio entre empresas levou à tragédia em Brumadinho, dizem investigadores", 21 de janeiro de 2020

Ministério Público denuncia ainda ex-presidente da Vale e outras 15 pessoas, além de pedir prisão cautelar de diretor da TÜV Süd na Alemanha. Conluio entre empresas levou à tragédia em Brumadinho, dizem investigadores. Às vésperas do primeiro aniversário da tragédia causada pelo rompimento de uma barragem em Brumadinho, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou…[em 21 de janeiro]...a mineradora Vale e a alemã TÜV Süd por homicídio doloso duplamente qualificado e por diversos crimes ambientais. Além das empresas, 16 pessoas ligadas às duas companhias foram denunciadas pelos mesmos crimes. Entre os nomes listados pelo MP estão o do ex-presidente da Vale e o do gerente-geral da TÜV Süd. Na tragédia, em 25 de janeiro de 2019, o rompimento abrupto da estrutura matou 270 pessoas soterradas pela lama que se movimentou em alta velocidade. A destruição e a contaminação escorreram pelo rio Paraopebas e inviabilizaram o modo de vida de várias comunidades, além de impedir a captação de água. Com o colapso da estrutura, 9,7 milhões de metros cúbicos de rejeito foram liberados no meio ambiente. Além da denúncia à Justiça, o MP pediu a prisão cautelar do gerente-geral da TÜV Süd sob alegação de que ele não contribuiu para as investigações. Por outro lado, segundo os promotores, há o risco de a lei penal não ser aplicada pelo fato de ele residir na Alemanha. Depois de ouvir 183 pessoas entre acusados, testemunhas e sobreviventes, o inquérito concluiu que as duas empresas mantinham uma relação promíscua e escondiam das autoridades, acionistas e investidores a inaceitável situação de segurança das barragens de mineração da Vale. "Essa ainda não é a resposta que a sociedade merece", afirmou sobre a denúncia o promotor de Justiça William Garcia Pinto Coelho, durante coletiva de imprensa em Belo Horizonte. "Mas sim um julgamento e condenação com efetiva prisão de todos aqueles que contribuíram para que o resultado do que aconteceu no dia 25 do ano passado ocorresse da forma e proporção que ocorreram."...

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