Brasil: Gilson Maria Tampone, Presidente da Associação de Assentamentos, é assassinado; liderança sofria ameaças por lutar pelo direito à terra

Gilson Maria Tampone, presidente da Associação dos Agricultores Nova Aliança assentamentos “PDS Castanheiro”, “Arthur Falero” e “Avelino Ribeiro” Gilson Maria Tampone, foi assassinado em 15 de dezembro, em Rurópolis, Pará. Era uma liderança que lutava pela regularização das áreas dos assentamentos, onde viviam 600 famílias.

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Artigo
19 December 2018

Brasil: Com. Pastoral da Terra Santarém e Itaituba lamentam sobre assassinato do trabalhador rural Gilson Maria Temponi por conflito de terra

Autor: Elvis, Comissão Pastoral da Terra-CPT (Brazil)

"CPT Santarém e Itaituba (PA) divulgam Nota sobre assassinato de Gilson Temponi", 18 de dezembro de 2018

As equipes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Diocese de Santarém e da Prelazia de Itaituba divulgam Nota Pública sobre a morte do trabalhador Gilson Maria Temponi, ocorrida…[em 15 de dezembro]...A Comissão Pastoral da Terra (CPT) vem acompanhando os últimos noticiários sobre o assassinato do trabalhador Gilson Maria Temponi, assassinado no dia 15 de dezembro de 2018 em sua casa na cidade de Rurópolis. Segundo as informações já expostas, o assassinato se deu por disputa de terra na região no município de Placas, na Transamazônica…[A]...CPT vem acompanhando outros casos na região da Prelazia de Itaituba e Diocese de Santarém que envolvem um aumento progressivo de violência contra trabalhadores e trabalhadoras rurais e as populações tradicionais. Esta violência tem se tornado cada vez mais volumosa nas regiões das BRs 163 e 320 devido a grilagem de áreas em comunidades, aldeias e assentamentos para a exploração de madeira, garimpos e a produção de grãos. Inclusive, o resultado tem evidenciado outros assassinatos. Já existe um grande número de lideranças ameaçadas de morte nesta região. Só nos municípios da Diocese de Santarém e Prelazia de Itaituba são 17 trabalhadores e trabalhadoras ameaçados de morte que estão incluídos no Programa Federal de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos. Esta violência tem se intensificado nos últimos meses, principalmente com os resultados das últimas eleições nacional. A CPT teme que devido ao aumento da violência ocorram mais assassinatos nesta região. A CPT reafirma sua missão junto aos povos do campo e da floresta em defesa da vida e dos direitos humanos e reivindica junto aos órgãos competentes a efetivação destes direitos. Santarém, 17 de dezembro de 2018.

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Artigo
19 December 2018

Brasil: Gilson Maria Tampone, Presidente da Associação de Assentamentos, é assassinado; liderança sofria ameaças por lutar pelo direito à terra

Autor: Diario Online (Brazil)

"Presidente da Associação de Assentamentos é assassinado em Rurópolis", 15 de dezembro de 2018

O presidente da Associação dos Agricultores Nova Aliança assentamentos “PDS Castanheiro”, “Arthur Falero” e “Avelino Ribeiro” Gilson Maria Tampone, conhecido como mineiro, 43 anos, foi assassinado…[em 15 de dezembro]..., em Rurópolis, sudoeste paraense. Ele foi morto na porta de casa, por volta das 8 horas, quando dois homens em uma motocicleta dispararam três tiros contra a vítima. Tampone era considerado uma grande liderança, que lutava desde 2008 pela regularização daquelas áreas junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O líder comandava uma associação onde mais de 600 famílias vivem de forma precária, aguardando decisão do Incra sobre a regularização fundiária daquelas áreas. Ele já vinha sofrendo várias ameaças, tanto que se mudou de Placas para Rurópolis há cerca de um ano, temendo pela vida da família. Segundo o engenheiro florestal Leonardo Carvalho, presidente do “Instituto Terra Verde”, que presta apoio aos assentamentos nas questões de regularização ambiental e fundiária, enquanto o Governo for omisso e o Incra não assumir seu real papel, muitos crimes ainda acontecerão motivados por essas questões. “É inadmissível esse descaso do atual governo com os assentamentos e os pequenos agricultores. A omissão é tão grande, como nesse caso, onde se observa uma decisão judicial que foi proferida a favor do assentamento, o Estado dificulta a liberação e acaba culminando nesse tipo de situação lamentável, onde a falta de legalidade gera o conflito entre as partes, e sempre quem sai perdendo é o menor, o mais fraco. Enquanto houver o descaso do Governo em dar assistência pra esse tipo de situação, infelizmente continuaremos a presenciar essa violência no desenfreada no campo”, ressaltou. Gilson deixa viúva e cinco filhos.

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