Brasil: John Knox, relator da ONU sobre meio ambiente e direitos humanos, afirma à Conectas que flexibilizações de normas ambientais no país podem gerar retrocesso

Autor: Conectas Direitos Humanos (Brazil), Publicado em: 30 May 2017

“Na direção errada-Para John Knox, relator da ONU sobre meio ambiente e direitos humanos, as flexibilizações de normas ambientais em curso no Brasil podem gerar retrocessos”, 26 de maio de 2017
 
Na esteira de fortes e preocupantes ofensivas de setores ruralistas para flexibilizar a legislação ambiental do Brasil, enquanto o país figura no topo do ranking de mortes de defensores ambientais, o relator especial da ONU para meio ambiente e direitos humanos, John Knox, esteve no Brasil para uma visita não-oficial, em que participou de conferências na USP e no Senado Federal…[Em 19 de maio]...participou do seminário “Meio ambiente e direitos de povos tradicionais: efeitos da flexibilização das leis ambientais”, organizado pela Conectas,...Instituto Socioambiental...e a...Superintendência de Gestão Ambiental da Universidade de São Paulo...Para o relator, os esforços vistos no Brasil no sentido de restringir os direitos de povos indígenas, retardar demarcações de terra e facilitar a obtenção de licenças ambientais são passos na direção errada. Knox também apontou grande preocupação com a impunidade relacionada ao grande número de assassinatos de defensores ambientais no país. Confira a entrevista realizada pela Conectas com o relator:...John Knox | Fui a primeira pessoa nomeada para a posição de relator sobre direitos humanos e meio ambiente...Vimos alguns casos específicos que demonstram muito claramente a estreita relação entre os direitos humanos e o meio ambiente, como o desastre do colapso da barragem em Mariana no Brasil, em 2015...Eu acho que em países, infelizmente como o Brasil, que têm um grande número de mortes de ambientalistas e de defensores dos direitos humanos, um fator importante para esse problema é as pessoas acreditarem que podem cometer esses crimes sem serem punidos…[G]overnos têm…[que]...responder rapidamente às ameaças de morte, violência e outros tipos de sinais de alerta…[e]...investigar e prender as pessoas envolvidas...As empresas têm de condenar e se opor a esses atos o mais fortemente que puderem…

Leia a postagem completa aqui