Brasil: Congelamento de gastos públicos com educação por 20 anos retira papel do Estado garantidor do direito à educação, aumenta privatização & exclusão social

Autor: Frei Betto, Correio da Cidadania (Brazil), Publicado em: 23 March 2017

“Educação de balcão”, 22 de março de 2017

A apro­vação da PEC 55 con­gelou por 20 anos os gastos pú­blicos fe­de­rais em edu­cação. Eis a re­ti­rada pro­gres­siva do Es­tado como pro­vedor edu­ca­ci­onal, ce­dendo es­paço à ini­ci­a­tiva pri­vada. En­sino dá lucro, so­bre­tudo quando ob­je­tiva a massa de alunos que abre mão de seu pro­ta­go­nismo edu­ca­tivo e se torna mero re­ci­pi­ente para se in­jetar con­teúdos pa­dro­ni­zados. Ace­lera-se a pri­va­ti­zação das ins­ti­tui­ções de en­sino bra­si­leiras em mãos de grupos es­tran­geiros. O fundo es­ta­du­ni­dense Ad­vent com­prou, em março de 2016, o Centro Uni­ver­si­tário da Serra Gaúcha, em Ca­xias do Sul (RS). No fim do ano pas­sado, com­prou também o Ce­suca (Com­plexo de En­sino Su­pe­rior de Ca­cho­ei­rinha (RS). Reuniu os dois campi no grupo edu­ca­ci­onal FSG, com 13 mil alunos, cuja men­sa­li­dade mí­nima é no valor de R$ 1 mil. Já a fusão, em agosto de 2016, dos grupos Es­tácio de Sá e Kroton abrangeu 1,5 mi­lhão de alunos. A Kroton...abarca 127 campi e 726 polos de en­sino es­pa­lhados pelo país, sob di­fe­rentes marcas: Pi­tá­goras, Unic, Unopar, UNIME, Ceama, Uni­rondon, Fais, Fama e União As­so­ciada à mo­no­po­li­zação da edu­cação em mãos de poucos grupos, soma-se a ofen­siva para pri­va­tizar o en­sino pú­blico e eli­tizar ainda mais o pri­vado...Eis o su­ca­te­a­mento de uma nação.

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