Brasil: Pastoral Carcerária alega que privatização das prisões é inconstitucional, aumenta violência & provê serviços de alimentação e trato piores

Autor: Adital (Brazil), Publicado em: 27 October 2015

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“Para Pastoral Carcerária, privatização do sistema prisional é inconstitucional”, 22 de outubro de 2015

O padre Gianfranco Graziola, vice-coordenador nacional da Pastoral Carcerária, foi o entrevistado...[pelo]...programa Construindo Cidadania, da rádio 9 de Julho, da Arquidiocese de São Paulo...[E]le respondeu às perguntas...sobre as propostas de privatização do sistema prisional brasileiro...O vice-coordenador...enfatizou que, como todas as privatizações, a do sistema prisional não resolve os problemas dos cárceres no país, conforme já se tem demonstrado nas prisões privatizadas em alguns estados brasileiros, como Minas Gerais. "A privatização das prisões é um ato que vai ferir a Constituição,...só o Estado tem...prerrogativa de encarcerar e punir...[C]ontestamos que a privatização de prisões...vai melhorar o sistema, pois, onde já há o sistema privatizado, nada melhorou; pelo contrário: os serviços aos presos pioraram, da alimentação à maneira de tratamento, porque o pessoal gestor, naturalmente, visa ao lucro e não se importa com a humanização dos presos ou o tratamento dos presos”, enfatizou o padre Gianfranco. Ele citou ainda problemas com as questões trabalhistas dos agentes penitenciários nessas unidades. O sacerdote também ressaltou que não há modelo de prisão humanizada ou que seja capaz de ressocializar alguém. "...E é da privatização desse sistema que vêm a maior violência, o recrudescimento, que, depois, vai respingar na sociedade...”...

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