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Brasil: Pró-reitor da Univ. Federal do Rio de Janeiro acredita que incêndio do Museu Nacional escancara o caráter criminoso das políticas de ‘austeridade’

Autor: Revista Fórum (Brazil), Publicado em: 3 September 2018

"Para pró-reitor da UFRRJ, incêndio escancara o caráter criminoso das políticas de 'austeridade-Alexandre Fortes pergunta ainda: 'Um país que vai colocar um psicopata imbecil que ensina crianças de colo a atirar no segundo turno, vai por acaso investir em cultura e ciência?'", 3 de setembro de 2018
O Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação UFRRJ, Alexandre Fortes, publicou texto em sua conta no Facebook...[em 2 de setembro]...sobre o incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Ainda sob o impacto das chamas, Fortes diz que "a perda é imensurável e irreparável. "Mas", segundo ele, "acima de tudo, escancara o caráter criminoso das políticas de 'austeridade' transformadas em emenda constitucional. Para que nunca mais se repita a 'aventura' de gastar com educação, saúde, cultura, ciência e tecnologia", declara de forma irônica..."Um país que deixa de vacinar suas crianças, que assiste ao crescimento da mortalidade infantil, que assassina 60.000 pessoas por ano, que vai colocar um psicopata imbecil que ensina crianças de colo a atirar no segundo turno, vai por acaso investir em cultura e ciência?", disse...Na guerra, não há tempo para chorar Por Alexandre Fortes* Estamos assistindo à destruição do maior e mais importante acervo científico do país e os golpistas já estão querendo responsabilizar a UFRJ pela tragédia de hoje. O Museu Nacional, além de tudo que significava como patrimônio e como instituição de pesquisa era o ponto natural de concentração das Marchas pela Ciência, o berço ao qual sempre regressava nossa maltratada e aguerrida comunidade científica. O porto seguro de todos que teimam em acreditar que esse país pode ser soberano e usar nossa imensa capacidade de produção de conhecimento para oferecer uma vida digna ao seu povo.
A perda é imensurável e irreparável. É verdade que ela expõe nossa incapacidade de fazer investimentos estruturais mesmo nos momentos favoráveis...[E]scancara o caráter criminoso das políticas de "austeridade" transformadas em emenda constitucional. Para que nunca mais se repita a "aventura" de gastar com educação, saúde, cultura, ciência e tecnologia. Especialmente depois que se comprovou que esses gastos podem fazer a economia girar em favor do desenvolvimento e da redução da desigualdade...