Brasil: Professor alega que empresas de colonização acirraram conflitos agrários

Autor: Instituto Humanitas Unisinos Online (Brazil), Publicado em: 1 April 2019

“Em cem anos, três fases: a de Getúlio e Rondon, a dos militares e a do agro-negócio. A cada etapa, o interesse do país perdia mais força, frente ao grande poder econômico”, 11 de março de 2019

Talvez o processo de reprimarização da economia que tornou o Brasil refém do agronegócio...[seja]...um projeto político de longo prazo...[D]esde a primeira metade do século XX...[,]...a ocupação do Oeste por parte da população branca se tornou um projeto de Estado...[,]...tendo sido imprescindível a participação de agências do Estado – Correios, Exército, Embrapa etc. – que deram um suporte essencial para que o atual agronegócio de matriz exportadora desse seus primeiros passos...[O]...poderio econômico dos fazendeiros mato-grossenses foi se tornando, cada vez mais, capital político. A “bancada do boi”, no Congresso, é a expressão dessa tomada de poder...[O]...projeto de ocupação na Ditadura Militar assumiu características mais ambiciosas, principalmente pelas ações direcionadas à Amazônia Legal...[P]ara tanto...[,]...as empresas de colonização assumiram um importante papel, como no caso de Sinop...[O]s projetos de colonização figuraram como elementos centrais, durante o regime militar, para o enfrentamento conservador dos conflitos agrários que permeiam a história do Brasil...[V]oltando ao caso de Sinop, o Estado brasileiro não apenas contribuiu para o processo de legalização da aquisição das terras pela empresa, mas atuou em conjunto ao estabelecer suas agências no local de colonização, como no exemplo da Companhia Brasileira de Alimentos – Cobal e na implementação de uma rede de comunicação – Correios, Rádio e TV, por exemplo... [A]o abordar a história da colonização, tornou-se central para a pesquisa demonstrar de que modo, portanto, a empresa, e seu líder colonizador, tentou impor diretrizes para a reprodução da vida econômica dos indivíduos migrantes...

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