Brasil: Relatório da Art. dos Povos Indígenas do Brasil e Amazon Watch alega cumplicidade de empresas no desmatamento da Amazônia e em violações de direitos humanos; empresas respondem

 

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O Centro de Informação sobre Empresas e Direitos Humanos convidou 53 empresas para responder sobre alegações de envolvimento no desmatamento na Amazônia e violações de direitos humanos. O relatório da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil-APIB em parceria com a Amazon Watch, Cumplicidade na Destruição: como os consumidores e financiadores do Norte permitem o ataque do governo Bolsonaro à Amazônia brasileira, afirma que empresas européias e norte-americanas que financiam e obtêm recursos do Brasil estão ligadas aos retrocessos do governo brasileiro em relação a  padrões socioambientais que são fundamentais para preservar a integridade ecológica da Amazônia e o bem-estar dos povos indígenas. O relatório analisou empresas brasileiras que foram multadas por crimes ambientais na Amazônia desde 2017 e identificou uma série de interesses comerciais de países do norte que fazem negócios com eles. Há denúncias de que empresas do agronegócio operam em áreas de conflitos de terras indígenas e extraem recursos de áreas protegidas.

 

As empresas que responderam a tais alegações trazidas pelos relatórios e cujas respostas podem ser encontradas abaixo são as seguintes: Acai GmbH Fine Fruits Club, ASR Group, ABN Amro, Azimut Group, Boa-Franc, Barclays, BNP Paribas, Brandes Investment Partners, Citigroup, Crédit Agricole, Credit Suisse, Fidelity, Global Timber, HSBC, ING Group, JPMorgan Chase, Louis Dreyfus Company, Robinson Lumber Company, Storebrand,Tradelink, Rino Mastrotto Group, Vogel Import & Export. As respostas da Argus Comercio e Exportação de Alimentos, Benevides Madeiras, Marfrig e Minerva estão disponíveis em português, veja abaixo. Archer Daniels Midland e Bunge responderam previamente a tais alegações aqui (também incluídas abaixo) e State Street e Vanguard afirmaram naquela ocasião que não iriam responder. ADM, AgroSB, Argus Comercio e Exportação de Alimentos, Bunge, Cargill, Frigorífico Xingara, GWW Houtimport, JBS e Nordisk Timber Eireli comentaram sobre as alegações no artigo da Mongabay (em inglês) abaixo. As seguintes empresas comentaram sobre as alegações no artigo da Época (em português) abaixo: Algar Agro, dona da ABC Inco e ABC Indústria e Comércio SA, Agro SB, a Bunge, a Cargill e o Frigorifico Xingara.

 

Bank of America, BlackRock, Brighton Collectibles, Capital Group, Conceria Cadore, Deutsche Bank, ED&F Man, Faeda, Guillemette & Cie, Invesco, Northwest Hardwoods, Santander, Thompson Mahogany Company e Vandecasteele Houtimport não responderam. T.Rowe Price disse que não responderá. Agropecuária Rio da Areia, Conceria Cristina, Groupe Rougier, Grupo BIHL: Agropecuária MALP & Frigorífico Redentor, Hoogendoorn Hout, Italpelli, JJ Samara Agronegócios Eireli, Keflico, Uniggel Proteção de Plantas, Usina Trapiche & Temape Group e Van den Berg Hardhout ainda não responderam e incluiremos suas respostas em um futuro próximo, se nos enviarem. Não conseguimos contactar a Farm Credit Services e nem a  Northwest Hardwoods.

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Todos os componentes dessa história

Resposta
22 July 2019

Resposta da Louis Dreyfus Company

Autor: Louis Dreyfus Company

[Resposta disponível apenas em inglês]

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Resposta
22 July 2019

Resposta da Marfrig

Autor: Marfrig

São Paulo – Brasil 10 de Julho de 2019

Para:   Centro de Informação sobre Empresas e Direitos Humanos

Re: Terras indígenas e desmatamento na Amazônia

Prezados, Em referência à solicitação do Centro de Informação sobre Empresas e Direitos Humanos, a Marfrig Global Foods traz os esclarecimento…[I]importante ressaltar que a Marfrig tem como um de seus pilares estratégicos o desenvolvimento sustentável…[H]á ações concretas para a redução do impacto das suas atividades no meio ambiente. A Marfrig mantém...compromisso público com o “Desmatamento Zero” para o bioma Amazônia desde 2009…[E]stabeleceu diretrizes estratégicas e operacionais que são concretizadas em planos de ação para reforçar o controle da origem da matéria prima que compra, mitigando os riscos de serem provenientes de zonas críticas associadas a desmatamento e condições de trabalho degradantes...Para assegurar o cumprimento de todos os critérios de compra previstos na política e no protocolo, a Marfrig desenvolveu e mantém uma Plataforma de Monitoramento de fornecedores...A ferramenta desenvolvida pela empresa Geoflorestas monitora todas as fazendas que fornecem os animais para as plantas de produção. O sistema cruza os dados georreferenciados e documentos das fazendas com informações oficiais públicas para identificar possíveis inconformidades, coibindo que a matéria prima seja oriunda de fazendas que produzam carne em áreas de desmatamento ou embargadas, unidades de conservação, terras indígenas ou mesmo com uso de trabalho escravo, de acordo com um protocolo de compra. Os critérios...são: - Desmatamento...;- Áreas embargadas...; - Unidades de conservação:...; - Terras Indígenas:...; - Trabalho escravo:...Ainda, como parte do esforço em combater o trabalho escravo na cadeia de fornecimento da Pecuária, a Marfrig aplica desde 2005, o critério de não adquirir animais de nenhum fornecedor que esteja em tal situação…[E]m 2014, logo após o pacto pela erradicação do trabalho escravo se tornar um Instituto (InPacto), a Marfrig reafirmou o compromisso e isso novamente foi destaque em 2018…[A]...Marfrig integra o Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável...

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Resposta
22 July 2019

Resposta da Minerva

Autor: Minerva Foods

A Minerva Foods segue integralmente a legislação prevista no Código Florestal Brasileiro e adota critérios rigorosos de conformidade para a compra de matéria-prima de forma a garantir que os produtores estejam de acordo com as práticas de Pecuária Sustentável. A Companhia executa diligência de todas as compras dentro de rígidos critérios, com a verificação da procedência dos fornecedores em requisitos ambientais, sociais e trabalhistas...[A]lém disso, a Minerva Foods possui certificações que atestam a conformidade da sua atuação. A principal delas é o selo da International Finance Corporation (IFC), uma instituição do Grupo Banco Mundial, vanguarda em critérios de sustentabilidade no mundo...[V]ale ressaltar que a Minerva Foods publica, anualmente, o resultado de auditoria externa que verifica o sistema de compras para os critérios mencionados. Saiba mais no Relatório de Sustentabilidade e nos relatórios de auditoria pública disponíveis no site https://portal.minervafoods.com/sustentabilidade...

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Resposta
22 July 2019

Resposta da Storebrand

Autor: Storebrand

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Resposta
22 July 2019

Resposta da Tradelink

Autor: Tradelink

[A resposta da Tradelink está em inglês e em português. Em português disponível a partir da página 3]

...A empresa Tradelink, em resposta aos questionamentos enviados pela reportagem "Escravos na Amazônia", disse que colocou "o fornecedor [a Bonardi da Amazônia] em quarentena, voltando a comprar matéria-prima do mesmo somente no ano de 2013, como medida de ação corretiva da situação apresentada". Veja a íntegra da resposta: "Agradecemos a sua comunicação e os levantamentos realizados pela Repórter Brasil e afirmamos, como empresa genuinamente paraense, o nosso compromisso com a defesa dos direitos e bem-estar dos trabalhadores, as condições de empregabilidade e a minimização dos riscos trabalhistas inerentes a nossa atividade.

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Resposta
22 July 2019

Resposta da Vogel Import & Export

Autor: Vogel Import & Export

[Resposta disponível apenas em inglês]

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Resposta
22 July 2019

Resposta do Crédit Agricole

[Resposta disponível apenas em inglês]

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Resposta
22 July 2019

Resposta do Credit Suisse

Autor: Credit Suisse

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Resposta
22 July 2019

Resposta do HSBC

Autor: HSBC

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Não resposta
21 July 2019

Bank of America não respondeu