Brasil: Relatório da Oxfam revela falta de transparência e diligência devida, condições indignas de trabalho e pobreza do/as trabalhadare/as que plantam e colhem frutas; Carrefour, Grupo Big e Grupo Pão de Açucar responderam

Brasil relatorio Oxfam frutas amargas_credit_Oxfam Brasil_https://oxfam.org.br/setor-privado-e-direitos-humanos/por-tras-do-preco/frutas-doces-vidas-amargas/

O Centro de Informação sobre Empresas e Direitos Humanos convidou o Carrefour, Grupo Big e o Grupo Pão de Açúcar e para responder sobre alegações de falta de transparência e diligência devida sobre sua cadeia de frutas no Brasil, bem como cumplicidade relativa às condições indignas de trabalho e vulnerabilidade dos/as trabalhadores/as que plantam e colhem tais frutas. As três empresas responderam. Veja as respostas abaixo.

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Relatório
12 December 2019

Brasil: Relatório da Oxfam revela falta de transparência e diligência devida, condições indignas de trabalho e pobreza do/as trabalhadare/as que plantam e colhem frutas

Autor: Oxfam Brasil (Brazil)

Frutas doces, vidas amargas”, OXFAM Brasil, outubro de 2019

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Item
12 December 2019

Brasil: “4 coisas por trás das frutas”, vídeo da campanha da Oxfam "Frutas Doces, Vidas Amargas"

Autor: Oxfam Brasil (Brazil)

4 coisas por trás das frutas”, 7 de outubro de 2019

Item
12 December 2019

Brasil: “Os sonhos de quem planta e colhe nossas frutas”, vídeo da campanha da Oxfam "Frutas Doces, Vidas Amargas"

Autor: Oxfam Brasil (Brazil)

Os sonhos de quem planta e colhe nossas frutas”, 10 de outubro de 2019

Resposta
12 December 2019

Resposta do Grupo Pão de Açúcar

Autor: Grupo Pão de Açucar (Brazil)

Resposta do Grupo Pão de Açucar, 2 de dezembro de 2019

...O GPA, grupo controlador das redes Extra e Pão de Açúcar, tem, desde 2015, uma Política de Ética Social para monitorar as condições sociais nas suas cadeias de fornecimento e, em 2016, formalizou uma Carta de Ética com compromissos, regras e recomendações relacionadas a diversos temas relevantes, como direitos humanos, jornada de trabalho, saúde e segurança. Adicionalmente, desde 2008 a companhia desenvolve o Qualidade Desde a Origem (QDO), programa pioneiro no varejo. A iniciativa rastreia fornecedores de frutas, verduras e legumes, realizando auditorias e análises de resíduos e microbiologia nos produtos para garantir segurança alimentar aos seus consumidores. As visitas são realizadas periodicamente por equipes de auditores especializados que atualizam um sistema único utilizado por todo o GPA. Questões ligadas ao cuidado com o meio ambiente também são monitoradas e avaliadas durante essas visitas – atualmente, as auditorias chegam até o campo (produtor) e observam questões como utilização de recursos hídricos, descarte de embalagens de defensivos e de outros resíduos. Dentre os itens já monitorados atualmente, estão ainda questões ligadas a práticas trabalhistas e sociais. Os fornecedores devem provar, por exemplo, que não possuem trabalho infantil ou escravo (e também não compram de quem possui essa prática); e a contratação de seus colaboradores esteja em conformidade com o estabelecido na lei trabalhista vigente. Tivemos a oportunidade de encontrar a equipe de pesquisa da Oxfam Brasil no final de outubro para conversar sobre os resultados da pesquisa e sobre caminhos para a construção de uma cadeia mais sustentável. Continuaremos a acompanhar e monitorar o assunto...

 

 

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Artigo
28 October 2019

Brasil: OXFAM lança campanha ‘Frutas doces, vidas amargas’ e demanda posicionamento dos grandes supermercados

Autor: OXFAM (Brazil)

“Frutas doces, vidas amargas”, outubro de 2019

Os grandes supermercados do mundo estão lucrando bilhões ano após ano a um custo muito alto: péssimas condições de trabalho, pobreza e sofrimento para milhões de homens e mulheres trabalhadoras e agricultores em diversas partes do planeta...[O]s maiores supermercados do Brasil podem e devem reconhecer a situação de vulnerabilidade dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais da fruticultura, especialmente no Nordeste, e assumir um papel de liderança com seus fornecedores para que as frutas vendidas a seus consumidores sejam plantadas e colhidas de forma a contribuir para a dignidade de quem as produz...[M]esmo empresas que têm certificações de excelência falham em oferecer instalações apropriadas para que seus trabalhadores possam fazer suas refeições, descansar ou fazer a higiene pessoal. Os trabalhadores da fruta vivem em constante risco de contaminação por agrotóxicos. O Brasil é um dos países campeões mundiais no uso desses venenos agrícolas, muitos dos quais já proibidos em diversos países. Isso representa um imenso risco à vida de homens e mulheres no campo...[A]s mulheres têm seus direitos constantemente desrespeitados, principalmente as que estão grávidas e têm filhos pequenos...

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Resposta
28 October 2019

Resposta do Carrefour

Autor: Carrefour

Resposta do Carrefour

"...O Carrefour preza pelo respeito e bem-estar de todos que integram suas cadeias produtivas. O compromisso com os direitos humanos faz parte da cultura interna e de relacionamento com todos os fornecedores da companhia. A rede possui um Código de Ética e Social para Fornecedores com cláusulas rigorosas que reiteram que apenas aqueles que partilham dos mesmos princípios podem ser parceiros comerciais do Carrefour. Além disso, é apresentado neste material o comprometimento da empresa em apoiar os 10 princípios do pacto global da ONU. Com a iniciativa global Act for Food, a companhia tem estreitado ainda mais o contato com os produtores locais. Em linha com as condições existentes em seus contratos, a companhia repudia qualquer conduta que configure trabalho escravo ou sob condições diferentes daquelas previstas em lei. O Carrefour, inclusive, é membro fundador do InPacto, Instituto Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo e reforça que realiza auditorias anuais junto aos fornecedores da marca Sabor & Qualidade e Carrefour. Além disso contamos com fornecedores que possuem o certificado Global Gap, certificação internacional do agronegócio, onde boas práticas de produção são verificadas..."

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Resposta
28 October 2019

Resposta do Grupo Big

Autor: Grupo Big (Brazil)

Posicionamento Grupo BIG, 28 de outubro de 2019

...O Grupo Big informa que está comprometido em manter uma cadeia de suprimentos em conformidade com as legislações social e ambiental. Para isso, mantém um programa de auditoria focado em monitorar e investigar seus fornecedores para atestar o cumprimento das leis socioambientais vigentes e do Código de Ética e Compliance da empresa. Desenvolve também um rigoroso Programa de Qualificação e Certificação de todos os seus fornecedores de perecíveis, o que inclui um programa de gestão de riscos de resíduos de agrotóxicos, destinado a todos fornecedores de frutas, legumes e verduras. O sistema vai além da rastreabilidade dos alimentos, e prevê auditoria nas fazendas e análise de resíduos de agrotóxicos.  Em relação ao estudo em questão, afirma que todos os seus fornecedores de frutas do Nordeste possuem certificados globalmente reconhecidos, como o Global Gap Risk Assessment of Social Practice, o Global Gap, ou são auditados pela WQS... 
 

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