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Brasil: Seis anos depois, tragédia na boate Kiss continua fazendo vítimas

Autor: Thaiza Pauluze Folha de S.Paulo (Brazil), Publicado em: 31 January 2019

“Familiares dos 242 mortos vivem rotina de doenças, depressão e suicídio”, 27 de janeiro de 2019

Seis anos após o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), o saldo de vítimas segue crescendo para além dos 242 mortos atingidos pelo fogo na madrugada de 27 de janeiro de 2013. Ao menos seis pais morreram em decorrência de doenças que podem ser relacionadas à perda dos filhos. Familiares vivem rotina de depressão e tentativas de suicídio...[S]ó no serviço municipal Santa Maria Acolhe, 80 pessoas ainda seguem em tratamento psiquiátrico ou psicológico. Criado à época pela prefeitura com o nome Acolhe Saúde, o serviço chegou a fazer 2.107 atendimentos entre fevereiro e março de 2013...[D]esde a tragédia, 18 sobreviventes morreram, a maioria de suicídio. Dos pais, 27 também morreram, a maior parte vítima de câncer, segundo a ONG argentina Familias por La Vida. “Temos casas vazias pela morte de ambos os pais”, afirma Lila Tello, coordenadora de saúde da organização. A ONG fez um estudo sobre a problemática da saúde dos sobreviventes e familiares e viu multiplicar casos de problemas de tireoide, diabetes, hipertensão e câncer...[O]s pais estão adoecendo e a impunidade só reforça...A associação de familiares e sobreviventes decidiu manter de pé a boate enquanto não forem julgados os quatro réus que ainda respondem pelo incêndio —segundo maior do país em número de mortos. A ideia é levar o júri popular para dentro do local. O impasse...é se haverá um júri para julgar o caso, que sofreu uma reviravolta em 2017. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul havia decidido que os sócios da boate Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira Luciano Bonilha e Marcelo de Jesus deveriam ir a júri pelo homicídio de 242 pessoas e a tentativa de homicídio de outras 636.  Um recurso da defesa...foi julgado no fim de 2017 e o tribunal decidiu que eles não irão mais a júri popular —reservado para os crimes mais graves. Desembargadores desconsideraram que tenha havido dolo (intenção). Alegando que os réus assumiram o risco de matar, o Ministério Público recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). O caso acaba de chegar às mãos do relator, o ministro Rogerio Schietti Cruz.

 

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