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Briefing/Resumo

Mascarando a Miséria: A pandemia de COVID-19 e as(os) trabalhadoras(es) migrantes da indústria da moda de São Paulo

Shutterstock (purchased)

Minha maior dificuldade foi que eu não tinha trabalho. Porque a gente vem aqui com um sonho, mas com a Covid tudo foi fechado, as dívidas aumentaram e não há consideração de alguns proprietários de casas.

A moda é uma das indústrias mais atingidas pela pandemia de COVID-19. As perdas em meio à crise têm impactado, em escala global, a vida das(os) trabalhadoras(es) em toda a cadeia de produção. A situação no Brasil não é diferente. A pandemia continua expondo e exacerbando as desigualdades sistêmicas do país, e tem atingido diretamente os meios de subsistência de diversos grupos de trabalhadores, sobretudo aqueles pertencentes a setores mais marginalizados. Nesse contexto, este relatório analisa como a pandemia está afetando um dos grupos mais vulneráveis da cadeia produtiva da indústria da moda em São Paulo: as trabalhadoras e trabalhadores migrantes.

Entre 21 de julho e 16 de setembro de 2020, o Centro de Informação sobre Empresas e Direitos Humanos (Business and Human Rights Resource Centre - BHRRC) entrevistou 146 trabalhadoras(es) migrantes na indústria da moda de São Paulo, residentes na capital e na região metropolitana. A pesquisa teve como objetivo entender o impacto da pandemia de COVID-19 na vida destas(es) trabalhadoras(es), em sua maioria, mulheres bolivianas. Investigamos questões relacionadas aos reflexos da crise tanto na esfera laboral, como a demanda por mão-de-obra e a variação do preço dos produtos costurados, quanto questões mais pessoais, como saúde mental, bem-estar e relações familiares.

Principais Conclusões

  • Três em cada quatro entrevistados relataram redução do preço pago por peça produzida em confecções de São Paulo
  • Nove em cada dez entrevistadas(os) (87%) sentiu uma mudança drástica em seus rendimentos
  • Seis em cada dez das(os) respondentes informaram que estão tendo dificuldades para se alimentar durante a pandemia, e 22% das(os) respondentes indicaram problemas em pagar as contas e não entrar em dívidas