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KTC food beverage 2026
Informativo

Benchmark KnowTheChain 2026: alimentos e bebidas

Com quase 1,3 bilhão de pessoas trabalhando em sistemas agroalimentares no mundo, a indústria de alimentos e bebidas continua sendo a maior do planeta, fornecendo meios de subsistência essenciais e construindo cadeias de suprimento vitais para o desenvolvimento global. Em suma, a base de uma transição justa e de sistemas alimentares sustentáveis. Ao mesmo tempo, as cadeias de valor agroalimentares são grandes emissoras de carbono e profundamente vulneráveis a choques nas cadeias de suprimento, incluindo a própria crise climática, conflitos e instabilidade comercial. Uma mudança sistêmica sustentável no setor poderia melhorar substancialmente a vida de milhões de pessoas, com trabalho seguro, estável e digno, mas modelos extrativistas continuam perpetuando danos ecológicos e sociais.

A mais recente análise do KnowTheChain sobre as maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo revela um setor perigosamente despreparado para enfrentar os riscos de trabalho forçado agravados pelo clima em suas cadeias de suprimento — ficando muito aquém de promover uma transição justa. O benchmark de alimentos e bebidas de 2026 mostra que as empresas obtiveram, em média, apenas 15 de 100 pontos em seus esforços para prevenir e enfrentar o trabalho forçado — um retrocesso em relação à avaliação anterior e um sinal de alerta claro para trabalhadores, reguladores e investidores.

De forma geral, as empresas estão negligenciando os elementos mais críticos da devida diligência em direitos humanos: monitoramento centrado nos trabalhadores, mecanismos efetivos de reparação, práticas de compra responsáveis e engajamento genuíno com os titulares de direitos afetados. Apenas uma em cada cinco empresas divulgou algum exemplo de engajamento direto com trabalhadores, seus representantes legítimos, como sindicatos ou outros grupos da sociedade civil voltados aos direitos trabalhistas. Esse afastamento sistêmico não só deixa os trabalhadores perigosamente desprotegidos, como também expõe as empresas a sanções regulatórias, proibições de importação, litígios e danos reputacionais crescentes.

Contexto-chave de fornecimento: o café proveniente do Brasil

Para entender como falhas corporativas se traduzem em danos reais, o KnowTheChain fez parceria com a Articulação dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais (ADERE-MG) para investigar as condições em fazendas de café no Brasil. Indicadores de trabalho forçado foram identificados em todas as entrevistas realizadas. Trabalhadores relataram práticas abusivas de recrutamento, condições de moradia degradantes e uma quase total falta de transparência sobre quem compra o café que colhem — tornando a reparação praticamente impossível. Embora algumas fazendas tenham sido autuadas pelas autoridades trabalhistas brasileiras durante a safra de 2025, muitos outros casos de trabalho forçado e exploração permanecem sem detecção e sem reparação devido à falta de recursos de fiscalização e à inação das marcas.

Os resultados do estudo da ADERE-MG informam o relatório do benchmark abaixo; para ler o estudo de caso completo, veja aqui.

"Eu não voltaria nunca"

Riscos de trabalho forçado nas cadeias de fornecimento do café no Brasil

As principais conclusões incluem:

15/100: pontuação média geral das empresas de alimentos e bebidas em seus esforços para enfrentar o trabalho forçado nas cadeias de suprimento:

  • 47% das empresas pontuaram abaixo de 10/100 nos diferentes temas;
  • Apenas duas empresas — as varejistas australianas Coles e Woolworths — pontuaram acima de 50%.

Os líderes do setor que haviam obtido as melhores pontuações anteriormente mantiveram suas posições no topo do ranking:

  • Woolworths liderou o benchmark em 2023 e 2026;
  • As mesmas seis empresas — Coles, Hershey, Smucker, Tesco, Unilever e Woolworths — disputaram as primeiras posições pelo segundo ciclo consecutivo;
  • Mondelēz e Costco subiram significativamente em relação à classificação de 2023 e alcançaram o top 10.

Os esforços que enfrentariam, na prática, os fatores estruturais que geram vulnerabilidade e exploração dos trabalhadores tiveram desempenho muito baixo:

  • Monitoramento das condições de trabalhadores nas cadeias de fornecimento (7/100);
  • Promoção dos direitos das/dos trabalhadores por meio do fortalecimento da liberdade de associação (6/100);
  • Implementação de processos de reparação e resposta a riscos identificados (5/100);
  • Promoção de práticas de compra responsáveis (3/100).

Em todos os temas avaliados no benchmark, apenas 24% das empresas divulgaram qualquer forma de engajamento com titulares de direitos afetados/as ou seus representantes para enfrentar riscos de trabalho forçado.

As empresas sediadas em jurisdições com requisitos obrigatórios de diligência devida e divulgação sobre trabalho forçado e proibições de importação obtiveram pontuações mais altas do que aquelas que não tinham esses requisitos:

  • Empresas sediadas na Austrália (56/100), Europa (19/100) e EUA/Canadá (15/100) superaram amplamente empresas sediadas na América Latina (4/100) e Ásia (7/100).

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