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Artigo

25 Abr 2022

Author:
Ciclo Vivo

Brasil: Levantamento de ONGs internacionais demonstram que pegada de carbono da JBS aumentou 51%, superando países do G7; incl. comentário da empresa

“JBS aumentou emissões de gases de efeito estufa em 51%, diz estudo”, 25 de Abril de 2022

...pesquisa aponta que a JBS, maior empresa de carnes do mundo, aumentou suas emissões de gases de efeito estufa em 51% nos últimos cinco anos...

As novas informações foram obtidas pelo Institute for Agriculture and Trade Policy...as emissões anuais de GEE da empresa saltaram de 280 milhões de toneladas (mmts) em 2016 para cerca de 421,6 mmts em 2021.

Isto é mais do que a pegada climática anual da Itália ou da Espanha e próxima à da França (443 mmt) e do Reino Unido (453 mmt). É aproximadamente equivalente às emissões da gigante dos combustíveis fósseis Total em 2020.

…“O fato de que uma única empresa de carne pode causar mais poluição do que um país membro do G7 inteiro deveria ser um alerta de que precisamos de uma escala maciça de proteínas vegetais e cultivadas, e precisamos delas agora”, alerta Alex Wijeratna, Diretor de Campanha da Mighty Earth.

Investidores e clientes

Uma coalizão de ONGs – incluindo o Institute for Agriculture and Trade Policy (IATP), Feedback e Mighty Earth – expressou indignação com o aumento vertiginoso das emissões JBS apontados pelo documento...

…diretora executiva do Feedback, disse: “Já é hora de bancos e investidores, muitos dos quais adotaram suas próprias metas ‘net-zero’, de se comprometeram a acabar com o desmatamento, deixando de bancar o caos climático e a destruição da natureza, colocando um tampão de seu apoio financeiro à tóxica JBS e suas subsidiárias”.

Em nota, a JBS afirma que não teve acesso ao relatório antes de sua divulgação e por isso não teve a oportunidade de contribuir ou responder às questões levantadas pelos autores do estudo. A empresa reafirmou o compromisso de ser Net Zero até 2040, considerando os escopos 1, 2 e 3. Segue abaixo a íntegra do comunicado:

“Consideramos bem-vindas a análise e a oportunidade de discutir como enfrentamos de maneira construtiva e quantificamos os desafios que nosso setor enfrenta. Alcançar nosso compromisso de ser Net Zero até 2040 é nossa prioridade número um e estamos trabalhando em conjunto com lideranças reconhecidas globalmente nessa área, incluindo a SBTi, para avaliar, alinhar e auditar metas de redução de emissões baseadas na ciência, considerando os escopos 1, 2 e 3, como é nosso objetivo desde o início.

Temos sido transparentes sobre os prazos necessários para fazer isso, enquanto lideramos a transição de nosso setor, e forneceremos atualizações à medida que concluirmos cada etapa de nossa jornada. Alcançar a verdadeira mudança requer reconhecer os desafios que nosso setor enfrenta e garantir uma abordagem rigorosa baseada na ciência para reduzir nossas emissões de gases do efeito estufa.

Em vez disso, o relatório do IATP usa uma metodologia equivocada e dados grosseiramente extrapolados para fazer afirmações enganosas, incluindo o uso de nossa capacidade de processamento para estimar nossas emissões. Embora não concordemos com seus métodos e não tenhamos tido a oportunidade de contribuir ou de responder aos pontos trazidos pelo relatório antes da publicação, entramos em contato com a ONG para revisar suas conclusões em busca de nosso objetivo comum. Também contatamos consultores especializados independentes nessa área para garantir uma abordagem transparente e baseada na ciência.

No que diz respeito às duas recomendações principais dos relatórios – o trabalho de divulgação das emissões de acordo com os padrões internacionais de melhores práticas e a verificação independente de terceiros com relação à nossa meta de Net Zero -, ambas já estão em andamento.”