Brasil: Meta bloqueou por 10 horas o acesso ao WhatsApp da ativista Luciana Palhares, representante da Coalizão Flotilha da Liberdade
"Assessora da Flotilha no Brasil é bloqueada no WhatsApp após Israel sequestrar embarcação", 09 de junho de 2025
...A empresa Meta bloqueou por 10 horas o acesso da ativista Luciana Palhares, representante brasileira da Coalizão Flotilha da Liberdade (FFC, por sua sigla em inglês), ao aplicativo WhatsApp, logo após as forças militares de Israel sequestrarem o navio Madleen e aprisionarem os 12 ativistas que estavam a bordo, tentando levar ajuda humanitária ao território palestino da Faixa de Gaza.
Em entrevista a Opera Mundi, Luciana afirmou que o bloqueio do WhatsApp teve início pouco depois da meia noite, já nesta segunda-feira (09/06).
“Foi uma medida que me surpreendeu, porque aconteceu num momento em que a detenção tinha acabado de acontecer, e eu precisava difundir essas informações, mas as comunicações só voltaram pouco depois das 10h”, relata.
Segundo a representante da FFC, o aplicativo enviou uma mensagem alegando que o bloqueio teria sido imposto devido a uma denúncia sobre “envio de spam”.
Vale destacar que Luciana, devido ao seu trabalho como na FFC, passou os últimos cinco dias enviando grande quantidade de informações sobre a situação do Madleen para diferentes meios de comunicação, sem que isso fosse punido como spam por parte do aplicativo da empresa Meta...
“O bloqueio dificultou o trabalho de divulgação das informações e contatos com as autoridades, não impediu o trabalho, mas gerou um obstáculo, e como eu disse antes, o que chama a atenção é o momento em que isso aconteceu”, acrescentou Luciana...