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Artigo

1 Set 2021

Autor/autora:
O joio e o trigo

Brasil: Pessoas trabalhadoras indígenas denunciam exploração, insalubridade e negligência com a Covid-19 na produção de maçãs no RS

iStock

“A maçã que você come pode ter sido colhida com superexploração de trabalho indígena”, 23 de agosto de 2021

…[N]o alojamento oferecido pela Rasip Agro Pastoril S/A, uma das maiores produtoras de maçã do Brasil, havia 12 trabalhadores por quarto, divididos em seis beliches. Situação que não permitia, em geral, o distanciamento social adequado...Roberto Liebgott, coordenador do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) na região Sul do Brasil, afirma que o contingente de trabalhadores para a colheita da maçã é praticamente todo indígena...“Nos últimos anos, a mão de obra tem sido recrutada de comunidades indígenas, especialmente daquelas que têm uma situação de vulnerabilidade econômica. Sem acesso a qualquer tipo de atividade produtiva que possa garantir um sustento”, explica Liebgott…Questionada sobre os apontamentos feitos pelo Guarani, a Rasip se pronunciou apenas após a publicação desta reportagem. Em nota, a empresa diz ter adotado protocolos para evitar a disseminação do vírus, afirmou que trabalhadores sob suspeita de infecção ficavam isolados e que é “inverídica” a versão de que não foi prestada assistência médica...Segundo o indígena, o alojamento oferecido pela Fischer não respeitava o distanciamento social necessário devido à pandemia...Para além da Covid-19, outro problema apresentado pelo indígena é o contato direto que os trabalhadores têm com os agrotóxicos utilizados nas macieiras. “Quando o sol esquenta, o veneno seca e fica um pó branco nas folhas [da macieira] e a gente acaba inalando o veneno. Aquilo [o veneno] fede e parece que gruda no corpo. Você passa dias com aquele cheiro”, conta. E explica que ao inalar o veneno os trabalhadores ficavam doentes. “As pessoas tinham febre, dor cabeça, vomitavam e tinham diarreia”, conta o indígena...