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Artigo

21 Set 2021

Autor/autora:
Repórter Brasil

Brasil: Presidente da Assoc. Brasil. dos Produtores de Soja é investigado por desmatar e invadir terras e por financiar atos antidemocráticos

“Do desmatamento à invasão de terras: a ficha judicial do sojicultor investigado por planejar atos antidemocráticos”, 13 de Setembro de 2021

Apontado como um dos financiadores dos bolsonaristas antidemocráticos de 7 de setembro, Antonio Galvan, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), já foi multado por desmatar 500 hectares de vegetação nativa e por vender soja sem nota fiscal. Ele também responde na Justiça por plantio clandestino de grãos e por uma tentativa de invasão de terra em uma fazenda vizinha à sua.

Procurado pela reportagem, o produtor rural não respondeu.

Galvan ganhou as manchetes dos jornais por ser investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) em razão de seu apoio aos atos, cujo caráter é considerado golpista por políticos e juristas.

A Procuradoria Geral da República (PGR) diz que Galvan é “possivelmente” um dos financiadores dos atos — o que ele nega... véspera das manifestações, o STF determinou o bloqueio das contas da Aprosoja Brasil e da Aprosoja do Mato Grosso, da qual Galvan foi presidente entre 2018 e 2020. A suspeita é que o sojicultor poderia estar utilizando dinheiro público repassado à entidade para apoiar o movimento.

...Em nota...a Aprosoja Brasil assegurou que “não financia e tampouco incentiva a invasão do Supremo Tribunal Federal (STF) ou quaisquer atos de violência contra autoridades, pessoas, órgãos públicos ou privados em qualquer cidade do País”. A íntegra da manifestação da entidade pode ser lida aqui.

A confusão entre os interesses pessoais de Antonio Galvan e os da Aprosoja não seria um fato inédito. Em 2020, o ruralista utilizou a entidade como justificativa para plantar soja fora do período previsto no calendário oficial, qualificando o cultivo clandestino como pesquisa científica. Contudo, uma dezena de entidades — incluindo a Embrapa — se opôs ao experimento porque havia um grave risco de disseminação da ferrugem asiática, a principal praga da cultura, e consequente aumento no uso de agrotóxicos nas lavouras.

...A reportagem solicitou comentários a respeito dos fatos tanto para a Embrapa como para o Instituto de Defesa Agropecuária do Mato Grosso (Indea), mas ambos não responderam aos questionamentos. O Ministério Público informou que seus representantes também não responderiam...