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Artigo

26 Out 2021

Author:
Folha de São Paulo

Facebook foi usado para incitar diversos crimes, revela informações vazadas por uma ex-funcionária e divulgadas por consórcio internacional de imprensa

“Facebook foi usado para incitar tráfico humano e limpeza étnica, dizem jornais”, 25 de outubro de 2021

Do tráfico de mulheres em Dubai aos cartéis de drogas no México, da limpeza étnica na Etiópia a ataques contra muçulmanos na Índia, o Facebook tem sido utilizado para incentivar atividades criminosas e discurso de ódio contra minorias e falhou em proteger seus usuários em zonas de conflitos e em países onde a desinformação tem potencial de causar mais danos.

Segundo documentos internos vazados por uma ex-funcionária e divulgados nos últimos dias por um consórcio de 17 veículos de comunicação, a empresa se expandiu globalmente sem investir o suficiente na moderação de suas plataformas, especialmente em países onde não se fala inglês. A companhia opera em cerca de 190 nações e tem mais de 2,8 bilhões de usuários mensais que postam conteúdo em 160 idiomas.

Os documentos foram recolhidos por Frances Haugen, que trabalhou na equipe dedicada à integridade cívica no grupo de Mark Zuckerberg, antes de deixar a empresa, em maio, e enviados ao Congresso americano e ao grupo de meios de comunicação...

Apesar de esforços para enfrentar a desinformação terem sido bem-sucedidos em alguns lugares, a resposta tem sido insuficiente em vários outros, afirmam as reportagens do consórcio...

...A CNN também fez uma reportagem sobre a relação entre a companhia e o trabalho escravo de mulheres como empregadas domésticas no Oriente Médio. De acordo com os documentos analisados, a empresa sabe que traficantes de pessoas usam suas plataformas para esse fim desde pelo menos 2018. Por esse motivo, em 2019, a Apple ameaçou retirar o Facebook e o Instagram da App Store, sua loja de aplicativos. Depois de um esforço emergencial para retirar do ar posts relacionados a esse tipo de crime, a ameaça não foi adiante.

Mas um relatório interno do começo deste ano observou que "ainda existem lacunas na detecção na plataforma de entidades engajadas em servidão doméstica" e detalhou como as redes sociais da empresa são usadas para recrutar, comprar e vender "empregados domésticos"...