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Artigo

29 set 2025

Author:
Comissão Pastoral da Terra

Brasil: Povo Waimiri-Atroari denuncia contaminação do rio Alalaú no Amazonas por mineradora chinesa

Alegações

“Denúncia: Povo Waimiri-Atroari e rio Alalaú pedem socorro diante de vazamento de mineradora”, 29 de setembro de 2025

Representantes do povo Waimiri-Atroari apontam a possibilidade de que resíduos tóxicos provenientes da mineração estejam poluindo o rio Alalaú, em Presidente Figueiredo (AM), divisa com o estado de Roraima. Moradores e lideranças indígenas denunciam sinais de contaminação nas águas: mau cheiro, espuma, peixes mortos e até casos de crianças passando mal. Relatórios preliminares, por sua vez, relatam a presença de mercúrio em níveis alarmantes, representando riscos tanto à saúde da população quanto ao equilíbrio ambiental da região...

São 22 aldeias que dependem diretamente do rio para se alimentar, caçar, beber e manter viva a sua cultura. Agora, essa fonte de vida pode se tornar uma ameaça. Diante das suspeitas de contaminação, comunidades indígenas suspenderam o consumo de peixes, interromperam atividades de caça e até o uso cotidiano da água...

A mineradora Taboca, que atua na área, atualmente sob controle da estatal chinesa CNMC (China Nonferrous Mining Metal Company), é mencionada como principal suspeita pela contaminação, em um conflito com as comunidades que se estende há cerca de 40 anos...

Em resposta à equipe do Observatório da Mineração, a mineradora alegou que “as barragens não estão com vazamentos e que os rios não foram contaminados por responsabilidade da mineradora. Segundo a Taboca, a alteração da qualidade da água se dá exclusivamente pelo excesso de chuvas registrado na região”...