Brasil: Novo mar de lama com rompimento de barragens de minérios da Vale mata dezenas e deixa centenas de pessoas desaparecidas, comunidades e meio ambiente destruídos, inclui comentários da Vale

Brazil barragem Brumadinho_credit_Corpo de Bombeiros_http://imagens.ebc.com.br/sF-jj9qLi_xpx6I7aHVXiYojQMQ=/754x0/smart/http://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/barra.jpg?itok=7wm1ujbc

No dia 25 de janeiro de 2019, mais uma vez ocorreu o rompimento de barragem de rejeitos de minério da Vale. Desta vez a tragédia atingiu a Mina de Feijão, em Brumadinho, também em Minas Gerais, Brasil. O desastre ocorreu pouco mais de três anos após o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, que pertencia à Samarco, joint-venture das mineradoras Vale e BHP - mais sobre o caso aqui, aqui e aqui. As equipes de resgates ainda estão fazendo buscas mas até o presente momento foram encontrados os corpos de 165 pessoas soterradas pelo mar de lama, mas o números continuam crescendo. O rompimento causou mortes, desaparecimentos de 160 pessoas, a comunidade mais próxima à mina foi destruída pela lama, conforme afirmam jornais. Acredita-se que seja um dos piores desastres socioambientais do país depois do desastre do Rio Doce/Mariana/Samarco. Comunidades de atingidos pelo desastre do Rio Doce/Mariana/Samarco se solidarizam com as comunidades atingidas pelo desastre de Brumadinho. São muitas as semelhanças entre os casos. Populações atingidas, organizações de direitos humanos, autoridades lamentam e denunciam que mais um desastre como esse tenha ocorrido sem que nem sequer tenham sido reparadas as vítimas do desastre do Rio Doce/Mariana/Samarco, sem que as empresas envolvidas nos casos tenham sido responsabilizadas tampouco as autoridades públicas, demonstrando que as falhas de segurança e proteção socioambiental persistem, sequer foram concluídos os estudos dos impactos socioambientais tampouco as investigações. Inclui comentários da Vale.

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6 February 2020

Brasil: Um ano após Brumadinho, WWF alega que o Congresso não aprovou nenhum projeto para aumentar segurança de barragens e definir reparação de danos causados pela mineração

Autor: Bruno Taitson, WWF (Brazil)

"Crime de Brumadinho: um ano depois, nenhum projeto aprovado no Congresso-Proposições da Comissão Externa da Câmara, para aumentar segurança de barragens e definir reparação de danos causados pelo setor de mineração estão há quatro meses paradas no Senado", 25 Janeiro 2020               …[Um ano depois do desastre de Brumadinho]...o Congresso ainda não foi capaz de aprovar nenhum dos nove projetos de lei apresentados pela Comissão Externa da Câmara sobre o Desastre de Brumadinho (CEXBRUMA). Destes, quatro passaram na Câmara e estão no Senado aguardando análise…[A]...Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a tragédia também produziu, com apoio de movimento sociais, pesquisadores e organizações da sociedade civil, um relatório, aprovado em novembro. O documento pede o indiciamento da Vale e da empresa alemã Tüv Süd, que atestou a segurança das barragens, por crime socioambiental e corrupção. Também recomenda que 22 pessoas – o ex-presidente da mineradora, Fábio Schvartsman, diretores, engenheiros e terceirizados – sejam indiciadas por homicídio doloso. A CPI ainda indicou situação de risco de rompimento em outras 20 barragens...em Minas Gerais. O rompimento em Brumadinho se deu pouco mais de quatro anos depois ...de Mariana, que matou 19 pessoas e comprometeu de maneira irreversível a bacia do Rio Doce. Segundo o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), relator da CPI de Brumadinho, é fundamental rediscutir o modelo de mineração vigente no país, caracterizado por exportação de produtos sem valor agregado, baixo retorno ao Estados em termos de divisas e descaso com o meio ambiente e comunidades. “É tarefa nossa cobrar do senado a aprovação dos projetos que apresentamos através da Comissão Externa. Os quatro projetos estão há quatro meses nas mãos dos senadores”, criticou o parlamentar...Andresa Rodrigues, secretária da Associação dos Familiares de Vítimas do Rompimento da Barragem (Avabrum) e mãe do engenheiro Bruno Rodrigues, morto na tragédia, defende a responsabilização dos culpados e o resgate de todos os corpos.  “Não saímos do dia 25 de janeiro de 2019. Enquanto tiver um corpo na lama, permaneceremos lutando. Queremos resgatar cada uma de nossas joias. Nossa perda não tem reparação, quanto vale a vida?”, questionou…[O]... Movimento Águas e Serras de Casa Branca, que representa comunidades da região impactada, ressaltou a responsabilidade da mineradora Vale pela tragédia...

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30 January 2020

Brasil: Church of England afirma que há um longo caminho antes de voltar a investir na Vale; o fundo vendeu suas ações após desastre de Brumadinho

Autor: Mariana Durão, Terra/Estadão

 "'Há um longo caminho antes de voltarmos a investir na Vale', diz diretor de fundo britânico-Church of England vendeu as ações que tinha da mineradora após desastre de Brumadinho", 24 de janeiro de 2020

...À frente de um grupo de investidores institucionais que passou a pressionar a indústria da mineração por maior transparência e segurança após o desastre com a barragem da Vale em Brumadinho, um ano atrás, o fundo de pensão britânico Church of England enxerga mudanças no setor, mas ainda insuficientes para a retomada firme da confiança. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o diretor de Ética e Engajamento do fundo, Adam Matthews, afirma que não pretende afrouxar as restrições de investimento na Vale. O Church of England se desfez das ações da mineradora brasileira após a tragédia que matou 270 pessoas. "Ainda há um longo caminho antes de considerarmos voltar a investir na companhia. Até hoje não construíram casas após o desastre (da Samarco) em Mariana, quatro anos atrás. É simplesmente inaceitável", diz...Batizado de Iniciativa de Segurança para Investidores em Mineração e Rejeitos, o movimento já reúne estrangeiros com mais de US$ 14 trilhões em ativos sob sua gestão. Eles solicitaram a 727 companhias no mundo esclarecimentos sobre suas barragens de rejeitos. Receberam respostas de 332, que representam por 54% da indústria de mineração pelo critério de valor de mercado, incluindo a Vale…

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16 January 2020

Brasil: Ministério Público de Minas Gerais prevê apresentar em dias denúncias criminais contra Vale por Brumadinho, inclui comentários da empresa

Autor: Marta Nogueira e Christian Plumb, Reuters

"EXCLUSIVO-MP de Minas prevê apresentar em dias denúncias criminais contra Vale por Brumadinho", 8 de janeiro de 2020

O Ministério Público de Minas Gerais planeja apresentar denúncias criminais “nos próximos dias” contra a mineradora Vale e alguns de seus executivos e funcionários envolvidos no caso do rompimento de barragem que matou ao menos 259 pessoas em Brumadinho (MG), enquanto o Ministério Público Federal continua a investigar o caso...Andressa Lanchotti, promotora de Justiça e coordenadora da força-tarefa do MPMG que apura o desastre, disse...que a denúncia terá de 15 a 20 acusados, incluindo também trabalhadores ligados à empresa que atestou a estabilidade da barragem, a alemã TÜV SÜD, assim como as próprias companhias. “O que podemos tirar das investigações é que havia muitos elementos apontando risco, o risco não era desconhecido”, afirmou Lanchotti, contestando argumentos da Vale de que não havia como saber que a barragem contendo rejeitos de minério de ferro estava em perigo...Em setembro, a Polícia Federal indiciou sete funcionários da Vale e seis da TÜV SÜD pelo crime de falsidade ideológica como resultado da conclusão do primeiro inquérito policial, acusando as empresas de terem trabalhado com documentos falsificados atestando a estabilidade da barragem. O MPMG acredita que a TÜV SÜD tinha grande interesse em assinar a segurança da barragem, para que pudesse obter mais trabalho com a Vale, que havia dispensado outra empresa de inspeção que se recusou a certificar a segurança da estrutura. “Havia ali um conflito de interesses entre TÜV SÜD e Vale, porque a TÜV SÜD tinha contratos importantes com a Vale para outras atividades, para descomissionamento de barragens, projetos, isso escancarou as falhas do sistema de fiscalização”, disse Lanchotti. Além dos 259 mortos pelo desastre, outras 11 pessoas permanecem desaparecidas...O colapso da estrutura atingiu ainda mata, comunidades e rios da região…[A]...Vale pontuou que um painel de especialistas...concluiu em dezembro que o rompimento “ocorreu de forma abrupta e sem sinais prévios aparentes, que pudessem ser detectados pelos instrumentos de monitoramento geotécnico usualmente empregados pela indústria da mineração mundial”...[E]...que a contratação de uma empresa de auditoria...como a TÜV SÜD... “sempre teve por premissa que os auditores dessa empresa tivessem responsabilidade técnica, independência e autonomia na prestação de seus serviços”...[A]...TÜV SÜD afirmou que não iria comentar, “já que ainda não teve acesso ao conteúdo desse documento do MPMG”...

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18 December 2019

Consulta pública para Revisão Global de Rejeitos até 31 de dezembro

Autor: Global Tailings Review, promovido pelo United Nations Environment Programme (UNEP), International Council on Mining and Metals (ICMM) e Principles for Responsible Investment (PRI)

"Consulta online", 18 December 2019

A Revisão Global de Rejeitos está atualmente realizando uma consulta sobre a nova proposta de Padrão Global de Rejeitos (denominado “Padrão”), que visa prevenir falhas catastróficas por meio da criação de uma mudança radical para a indústria na segurança e proteção das instalações de rejeitos.

A participação no processo de consulta é feita por convite no nosso portal online disponível aqui. Também conduziremos consultas nacionais baseadas em amostras que incorporam uma ampla distribuição geográfica. Para obter mais informações sobre a consulta, clique aqui.

Para obter mais informações sobre a Revisão, sua configuração e estrutura, visite nossa página de governança aqui.

Objetivo da consulta

O objetivo da consulta é solicitar a contribuição das partes envolvidas e afetadas para informar e enriquecer o Padrão proposto. O conteúdo do Padrão proposto está disponível para leitura no portal da consulta online. No entanto, recomenda-se que o Padrão proposto seja lido antes de sua visita ao portal...

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Autor: Global Tailings Review, co-convened by the United Nations Environment Programme (UNEP), International Council on Mining and Metals (ICMM) and Principles for Responsible Investment (PRI)

"Global Tailings Review launches public consultation", 18 December 2019

...Dr Bruno Oberle, Chair of the Global Tailings Review, has launched a public consultation on the draft Global Tailings Standard today. The consultation will collect feedback from all interested stakeholders in order to develop a robust, fit-for-purpose international standard for the safer management of tailings. The consultation ends on 31 December 2019. The Global Tailings Review was co-convened by the United Nations Environment Programme (UNEP), International Council on Mining and Metals (ICMM) and Principles for Responsible Investment (PRI) following the catastrophic tailings dam collapse at Brumadinho, Brazil on 25 January 2019, to establish an international standard on tailings facilities management. The final Global Tailings Standard will need to be endorsed by all three Co-Convenors.The public consultation will take place in two parts. Firstly, online via a survey which has been translated into seven languages. Secondly, in-country consultations across a range of mining jurisdictions in the northern and southern hemispheres...Dr. Oberle, Chair of the Global Tailings Review, said: “The public consultation phase allows for critique, feedback and suggestions from others that both informs and enriches the draft Standard, and we invite all stakeholders to share their diverse insights and points of view to help drive the change process forward. The draft Standard is one part of a wider global drive to strengthen performance on tailings management and the requirements of the draft Standard can complement these initiatives, for example, in areas such as corporate governance and public reporting.”...Adam Matthews, from the Church of England Pensions Board representing the Principles for Responsible Development (PRI), said: “The Brumadinho disaster should never have happened and as a result we are all challenged to look at how the issue of tailings dams are addressed both in terms of the legacy of tailings facilities, the future operation of existing tailings facilities and future standards when a company decides if a tailings facility is needed. There are a number of responses underway and the development of a new standard by this Independent Review will be a key tool for companies in driving best practice. We are mindful that zero harm to people and environment has to be the objective and the standard has an important role to play to achieving a mining sector whose tailings facilities are operating to such a standard.”...

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25 November 2019

Brasil: Corpo de Bombeiros identifica 255ª vítima de Brumadinho após 300 dias de buscas

Autor: Fernanda Canofre, Folha de S. Paulo (Brasil)

“Após 300 dias do rompimento de barragem da Vale, MG identifica 255ª vítima”, 25 de novembro de 2019

A Polícia Civil de Minas Gerais identificou...a 255ª vítima do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro...15 pessoas ainda são dadas como desaparecidas...[E]ste é o 300º dia de operações na área atingida pela lama no Córrego do Feijão, onde ficava a barragem B1, que se rompeu. Segundo a corporação, o corpo estava praticamente completo, mas não foi possível determinar sexo ou idade quando foi encontrado devido ao estado avançado de decomposição. O corpo foi localizado em uma área chamada de BH1 (Barreira Hidráulica). Com o início do período de chuvas, as buscas podem ser dificultadas, mas não há previsão para o encerramento antes que todas as vítimas sejam localizadas. A única possibilidade é se a decomposição dos corpos já não permitir identificação...

 

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25 November 2019

Brasil: Mais de 20 barragens estão em estado de alerta em Minas Gerais, 19 pertencem à Vale

Autor: Thais Pimentel, G1 Minas (Brazil)

“Desde tragédia de Brumadinho, mais de 20 barragens estão em estado de alerta em Minas Gerais, diz Defesa Civil”, 19 de novembro de 2019

Em onze meses, o número de barragens em Minas Gerais que elevaram seu nível de segurança passou de zero para 23, de acordo com a Defesa Civil...[C]om o rompimento em Brumadinho, o parâmetro de medição da segurança passou a seguir normas internacionais, que são mais rígidas...[A]...Vale é a mineradora que possui o maior número de estruturas em estado de alerta, 19...[D]uas barragens da Vale, a Grupo e a Forquilha II, ambas do Complexo Fábrica, estão em nível 2. Nesta situação, sirenes são acionadas e planos de evacuação são colocados em prática...A mesma situação foi enfrentada por cerca de 200 moradores de Itaitaiuçu, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Também em fevereiro, a barragem de rejeitos da ArcelorMittal, em Itatiaiuçu, na Região Central de Minas Gerais, entrou no nível 2. Ninguém voltou para casa ainda. Em nota, a mineradora informou que "a barragem está desativada desde 2012 e sua estrutura será reforçada para posterior descomissionamento. Atualmente, a totalidade do rejeito gerado pela mina é disposto pela técnica de empilhamento a seco"...[Q]uatro barragens estão em nível 3, risco iminente de rompimento. De acordo com a Defesa Civil, três delas são da Vale e a quarta foi construída pela MBR S.A, mas que também é controlada pela Vale. Trata-se da B3/B4, no distrito de Macacos, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte...Não há expectativa para que os moradores de Macacos, Itatiaiuçu e Barão de Cocais voltem para suas casas...[E]m outubro, a ANM interditou 54 barragens que não enviaram ou não atestaram a estabilidade até o dia 30 de setembro. Destas, 33 estão em Minas Gerais, sendo que 19, todas no estado mineiro estão em nível de emergência e continuam interditadas...

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21 November 2019

Brasil: Órgão regulador americano de mercado de capitais abre investigação preliminar contra a Vale por causa de desastre de Brumadinho, afirma jornalista

Autor: Valor/O Globo (Brazil)

"Brumadinho leva SEC a abrir investigação contra Vale, diz jornal-Segundo o colunista Lauro Jardim, a decisão da SEC foi tomada na semana passada"

O órgão regulador americano de mercado de capitais, a Securities and Exchange Commission (SEC), abriu uma investigação preliminar contra a Vale por causa da tragédia de Brumadinho, de acordo com informações publicadas nesta terça-feira pelo colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo". Segundo o jornalista, a decisão da SEC foi tomada na semana passada após uma reunião com o Ministério Público Federal (MPF) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que ainda estuda se também abre uma investigação contra a mineradora. A tragédia de Brumadinho ocorreu em 25 de janeiro deste ano, causando mais de 250 mortes, além da poluição ambiental e da destruição de comunidades. No início deste mês, a Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que a Valesonegou informações sobre o real risco de rompimento da barragem de rejeitos. De acordo com a agência, a mineradora detinha informações, por exemplo, sobre os problemas no sistema de drenagem, que não foram não repassadas para o sistema da ANM. A contradição entre as informações prestadas e as detidas pela Vale foi identificada pela agência na análise do sistema interno e das fichas de inspeção em campo da mineradora. A ANM informou que a Vale levantou informações que indicaram alto risco no dia 22 de janeiro, três dias antes da tragédia. Em nota enviada...naquela época, a Vale informou que "vai analisar a íntegra do relatório da Agência Nacional de Mineração e, no momento, não tem como comentar as decisões técnicas tomadas pela equipe de geotécnicos à época...A empresa tinha uma equipe de geotécnicos composta por profissionais altamente experientes e de reconhecida capacitação para tratar de questões referentes à manutenção da barragem B1. Todas as informações disponíveis sobre o histórico do estado de conservação da barragem foram fornecidas às autoridades que apuram o caso”...

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11 November 2019

Brasil: Parecer técnico da Ag. Nacional de Mineração aponta que Vale não informou problemas na barragem de Brumadinho, inclui comentários da empresa

Autor: Chico Regueira, Jornal Hoje/G1 Portal de Notícias (Brazil)

“Vale omitiu problemas na barragem de Brumadinho antes de rompimento, diz ANM”, 05 de novembro de 2019

Um documento da Agência Nacional de Mineração (ANM) aponta que a Vale registrou problemas na barragem B1, em Brumadinho, antes do rompimento mas não repassou as informações ao órgão que regula o setor...[O] parecer técnico...aponta que a...Vale deixou de informar à ANM problemas encontrados em Brumadinho meses antes do rompimento...[Q]uase 8 meses antes da tragédia...[,]...a Vale fez uma inspeção de segurança na barragem...[D]e acordo com a ANM, a mineradora fez duas versões deste resultado...[N]a versão entregue à ANM havia somente uma foto. Mostrava uma canaleta obstruída que servia para escoar água da chuva...[M]as uma outra foto que, segundo os fiscais, não foi enviada à ANM aparece nos registros internos da mineradora. Esta imagem mostra sedimentos na saída de um dos drenos da barragem...[O]...relatório também menciona os piezômetros, que são aparelhos que medem a pressão da água na barragem. Segundo a ANM, a Vale informou que “nenhum dos instrumentos atingiu o nível de alerta ou emergência no período que antecedeu ao rompimento da estrutura”.  Mas, depois de analisar o banco de dados do plano de segurança da barragem, a agência afirma que é possível verificar que alguns instrumentos entraram em nível de alerta e/ou emergência sem que a ANM tenha sido informada...[S]egundo a Vale, todas as informações disponíveis sobre o histórico do estado de conservação da barragem foram fornecida às autoridades que apuram o caso. A Vale reforçou que aguardará a conclusão pericial, técnica e científica sobre as causas da ruptura da barragem...

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16 October 2019

Brasil: Grupo de atingidos, advogados e ativistas viaja pela Europa e denuncia Vale, empresas e governo por violações de direitos humanos nos casos no Rio Doce e Brumadinho

Autor: Jamil Chad, UOL (Brazil)

“Grupo denunciará Vale, empresas e governo em viagem pela Europa”, 11 de outubro de 2019

Numa tentativa de colocar pressão sobre a Vale e buscar leis que impeçam novas tragédias como a de Brumadinho ou Mariana, vítimas das barragens da mineradora, advogados e ativistas viajarão pela Europa para denunciar a empresa, cobrar respostas do governo e de companhias europeias e alertar para a impunidade na resposta diante das mortes. O grupo vai se reunir com investidores, políticos e representantes de organismos internacionais em sete países diferentes a partir deste fim de semana...[O]...grupo está sendo liderado pela Articulação Internacional de Atingidas e Atingidos pela Vale...[E]m Genebra, o grupo participará de reuniões na ONU sobre formas de responsabilizar empresas por violações de direitos humanos e da natureza. Em paralelo, o grupo fortalecerá as atividades do Sínodo da Amazônia que está acontecendo em Roma neste mesmo período...["O]...objetivo é denunciar a impunidade corporativa da Vale e das empresas a ela associadas, a ameaça de retomada das operações no complexo Paraopeba, em Brumadinho (mina da Jangada), a falta de compromisso real da empresa e do Estado brasileiro com as medidas de reparação integral e de garantias de não repetição em Brumadinho e Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais, e em Piquiá de Baixo, em Açailândia, na Amazônia Brasileira", aponta o grupo, em um comunicado...No dia 22 de outubro, em Berlim, o grupo participa de uma discussão sobre a responsabilidade das empresas alemãs O atestado de estabilidade da barragem da Vale foi dado pela empresa alemã TÜV SÜD, quatro meses antes do rompimento em Brumadinho...["O]...caso mostra que as empresas alemãs devem ser legalmente obrigadas a garantir a devidas diligências para os direitos humanos em suas atividades no estrangeiro”...

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