BHP Billiton & Vale lawsuit (re dam collapse in Brazil)

Brazil dams disaster_credit_Antonio Cruz Agencia Brasil_http://agenciabrasil.ebc.com.br/en/geral/noticia/2015-11/another-body-engulfed-mud-found-minas-gerais

Proceedings in Brazil

On 5 November 2015, two mining dams operated by Samarco Mineração SA, a joint venture of Vale and BHP Billiton, collapsed in Brazil releasing 50 million cubic meters of toxic iron-ore residue.  The residue destroyed the nearby district of Bento Rodrigues killing 19 and polluting the water supply of hundreds of thousands of residents.  Two weeks later, Samarco signed a $262 million agreement with the Brazilian Government to fund mitigation and remedial measures for the environmental disaster. 

On 2 March 2016, Samarco reached a heavily criticized $6 billion settlement to restore the severely damaged environment and indemnify the affected communities.  Andrew Mackenzie, CEO Of BHP Billiton stated, “This agreement is an important step in supporting the long-term recovery of the affected communities and the environment.”  However, Brazilian prosecutors insisted the deal did not guarantee proper cleanup and damages because the affected populations were not included in settlement talks.  On 3 May 2016, the prosecutors filed a $44 billion civil lawsuit in Brazil for cleanup and restoration costs.  On 16 March 2017, a judge suspended the lawsuit to facilitate the negotiations of a settlement between the government and the companies.  The partial agreement also calls for groups of experts to carry out environmental and social impact studies, and evaluate recovery programs.  On 25 June 2018, Vale and BHP Billiton announced they signed a deal with Brazilian authorities that settles a USD 5.3 billion lawsuit related to the 2015 dam collapse.  The agreement also sets a two-year timeline to reach a settlement in a separate lawsuit filed in May 2016 which will be put on hold while the parties negotiate.  On 2 October 2018, Brazilian prosecutors announced that they reached a final compensation deal with Samarco, Vale and BHP Billiton, which includes compensation payments for relatives of the 19 people killed in the disaster and to those who lost their properties. The amount has not been disclosed.

On 20 October 2016, Brazilian federal prosecutors filed homicide charges against 21 people, including top executives of BHP Billiton, Vale and Samarco, for the 19 deaths resulting from the dam collapse. In July 2017, the federal court suspended the criminal case.  Samarco's lawyers claim illicit evidence was used to build the case against the company's executives.

Proceedings in Australia

In May 2018, shareholders filed a lawsuit against BHP Billiton in Australia, alleging that the company misled them as it was aware of the safety risks prior to the disaster, but failed to take any action to prevent it.  In August 2018, the company settled a similar lawsuit filed by US shareholders, agreeing to a $67 mln. compensation without admitting liability.

In December 2018, an Australian judge allowed the Phi Finney McDonald shareholder class action to proceed, and stayed rival lawsuits from Maurice Blackburn and Johnson Winter & Slattery.

Proceedings in the UK

In November 2018, more than 240,000 plaintiffs, including Brazilian municipalities and Krenak indigenous communities, filed a lawsuit at the UK High Court in Liverpool against BHP Billiton. The lawsuit seeks $US5 billion in compensation for damages caused by the dam collapse. The full claim was served in May 2019 and the company has four weeks to respond..

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25 April 2020

UK: Court to decide if Samarco can be sued for $5 billion in England for dam's collapse in Brazil

Author: Law 360

"Pandemic Delays $5B Claim Over BHP Brazilian Dam Failure", 21 Apr 2020

A British judge has delayed the start of a legal fight, set to decide if the world’s largest mining company can be sued in England for $5 billion over the collapse of a dam in Brazil, due to travel restrictions imposed to halt the coronavirus pandemic...

The British-Australian company is being sued by more than 200,000 Brazilians, companies and local towns following the collapse of a dam at a mine in 2015 that killed more than a dozen and caused the country’s worst ever economic disaster.

The claim, thought to be one of the largest in the U.K.’s history, accuses the company of taking no action to stop the dam’s collapse at the Samarco iron ore mine, despite knowing about the risks. Samarco is owned by BHP and the Brazilian company Vale.

The dam failure unleashed millions of cubic meters of waste material and toxic mud that destroyed one village and polluted a nearby river. The sludge traveled hundreds of miles to the Atlantic Ocean, killing wildlife and tainting local drinking water, according to court documents...

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Author: Lucas Negrisoli, O Tempo (Brazil)

Brasil atingidos Bento Rodrigues_credit_Julia Neiva

"Samarco perde no TJMG, e atingidos de Mariana podem definir valor de indenização-Vítimas da barragem e fundação Cáritas, que assessora os atingidos, comemoram decisão; mineradora diz que ainda não foi notificada", 11 de fevereiro de 2020

A Matriz de Danos usada como base de cálculo para indenizações a atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, poderá ser atualizada para valores mais próximos àqueles perdidos pelas vítimas. Isto por que…[11 de fevereiro]...o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) recusou por unanimidade recurso da Samarco, Vale e BHP Billiton, contra a liberação do valor para pagamento da Matriz de Danos dos atingidos, estimado em cerca de R$ 1,5 milhão…[A]...decisão legitimiza a base de cálculo independente para indenizações que foi requisitada pelas vítimas, que agora poderá substituir nos processos a Matriz de Danos criada pela Renova – que contém valores menores para ressarcimento…[A]...matriz usada pelas mineradoras elenca que a receita da safra de mandioca, por exemplo, seria de R$ 0,90 por unidade, enquanto o alimento é cotado a cerca de R$ 2…[A]...Samarco afirma que ainda não foi notificada. Em seu último balanço, a Renova estima R$ 2,04 bilhões em indenizações pagos até novembro do ano passado...Além de ser importante para as vítimas da tragédia de 2015, a decisão dos magistrados cria jurisprudência para qualquer atingido por barragens, que pode requisitar análise própria dos danos causados pelos rompimentos, cuja precificação que não é definida pelas empresas. Os votos na tribuna foram acompanhado por ao menos 30 pessoas vítimas do rompimento na cidade, e resultado foi comemorado. O impasse entre a Fundação Renova, que representa as mineradoras, e a Cáritas, que faz assessoria técnica das vítimas,vêm se arrastando desde o final de 2018, quando o Ministério Público ajuizou a ação civil pública em discussão. Apesar das decisões favoráveis aos atingidos, a expectativa é de que as empresas recorram, como fizeram em outras instâncias...“Não queremos um centavo além do que foi tirado de nós, mas não aceitaremos um a menos do que merecemos”, afirma Mauro Marques, que faz parte da Comissão de Atingidos pela Barragem de Fundão, e morava desde que nasceu em Bento Rodrigues, comunidade devastada pelo rompimento em Mariana. “A Justiça lida com a verdade e ela não pode ser dita pela metade. O Judiciário não pode estar do lado dos criminosos, que estão impunes. Se Deus quiser, verei a punição completa”, continua...

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Author: Mariana Durão, Terra/Estadão

 "'Há um longo caminho antes de voltarmos a investir na Vale', diz diretor de fundo britânico-Church of England vendeu as ações que tinha da mineradora após desastre de Brumadinho", 24 de janeiro de 2020

...À frente de um grupo de investidores institucionais que passou a pressionar a indústria da mineração por maior transparência e segurança após o desastre com a barragem da Vale em Brumadinho, um ano atrás, o fundo de pensão britânico Church of England enxerga mudanças no setor, mas ainda insuficientes para a retomada firme da confiança. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o diretor de Ética e Engajamento do fundo, Adam Matthews, afirma que não pretende afrouxar as restrições de investimento na Vale. O Church of England se desfez das ações da mineradora brasileira após a tragédia que matou 270 pessoas. "Ainda há um longo caminho antes de considerarmos voltar a investir na companhia. Até hoje não construíram casas após o desastre (da Samarco) em Mariana, quatro anos atrás. É simplesmente inaceitável", diz...Batizado de Iniciativa de Segurança para Investidores em Mineração e Rejeitos, o movimento já reúne estrangeiros com mais de US$ 14 trilhões em ativos sob sua gestão. Eles solicitaram a 727 companhias no mundo esclarecimentos sobre suas barragens de rejeitos. Receberam respostas de 332, que representam por 54% da indústria de mineração pelo critério de valor de mercado, incluindo a Vale…

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24 January 2020

Brazil prosecutors threaten to revive $37 billion lawsuit over Samarco delays: source

Author: Marta Nogueira & Christian Plumb, Reuters

16 January 2020

Brazil's federal prosecutors' office has threatened to revive a 155 billion reais ($37 billion) lawsuit against Vale SA and BHP Group, citing delays in helping survivors of a deadly dam burst at their Samarco joint venture....

[...]

Samarco had committed to retaining advisory groups in November 2017 as part of a partial settlement signed with authorities that allowed the suspension of the lawsuit.

Vale and BHP have so far hired advisers for five of the disaster-hit towns.... Federal prosecutors had set a November 2019 deadline for advisers to be hired for all of the 41 towns impacted, the source said.

[...]

The activities to be carried out by the promised technical advisers include both monitoring the implementation of victims' relief programs and providing technical and legal support to those affected.

[...]

"Vale is not opposed to hiring technical advice for those affected," said the Brazilian mining company in a statement, acknowledging the advisers' importance in compensating for the damage caused by the accident.

Following the settlement agreement, the survivors themselves defined a list of 18 companies that could perform the services. Under the terms of the settlement, Samarco is required to hire all of them.

According to Vale, 16 of those listed submitted proposals in October but they remain under review "due to the complexity of the proposed scope and the corresponding costs."

BHP said the proposals added up to a cost of 630 million reais and that it was also evaluating them.

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Author: UOL Notícias

“Mariana vira 1º crime ambiental apontado como violação de direitos humanos”, 16 de dezembro de 2019

...O rompimento da barragem do Fundão, operada pela mineradora Samarco em Mariana (MG), se tornou na última semana o primeiro crime ambiental brasileiro classificado como violação de direitos humanos por parte do CNDH (Conselho Nacional de Direitos Humanos)... Além de pressionar a Justiça, a resolução pode basear representações contra o Brasil em tribunais internacionais, que podem resultar até em sanções diplomáticas ou econômicas. No Tribunal Penal Internacional de Haia (Holanda), graves violações de direitos humanos equivalem a "crime contra a humanidade"...Para o CNDH, em decisão da última quarta (11), as 19 mortes ocasionadas pelo "crime ambiental e os demais crimes ocorridos e decorrentes do rompimento da barragem" em novembro de 2015 é uma "violação de direitos humanos de excepcional gravidade". Além das mortes, o vazamento de Mariana contaminou o Rio Doce e o Oceano Atlântico e desalojou centenas de famílias. O CNDH entendeu que o "deslocamento compulsório e danos físicos humanos, causados por desastre decorrente ou provocado por atividades de empresas, representam graves violações de direitos humanos"... Segundo o advogado Leandro Scalabrin, relator do caso no CNDH e membro do conselho, "o CNDH já havia feito relatórios sobre os casos de Mariana, Brumadinho, Barcarena e havia reconhecido seus impactos como violação a direitos humanos específicos, mas não desse modo, em que o fato criminal foi reconhecido como grave violação". É a primeira vez também que o CNDH aprova uma resolução que reconhece um crime, de qualquer natureza, como grave violação de direitos humanos...

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Author: Antônio Pereira Gonçalves (Dalua), Marly de Fátima, Marquinhos Muniz e Mauro Silva Com o apoio de Joice Valverde, Júlia Militão, Juliana Carvalho e Wigde Arcangelo, A Sirene (Brazil)

"Em quatro anos, um tijolo - Jornal A Sirene", 6 de novembro de 2019

Às vésperas de completar quatro anos do rompimento da barragem da Samarco/Vale/BHP Billiton, a Fundação/Samarco comemora a colocação do primeiro tijolo da primeira casa do reassentamento de Bento Rodrigues, em Lavoura. Após anos de divergências e de projetos malfeitos pela Fundação, o marco evidencia que o momento não é de comemoração, e sim de luta pelos próximos passos nas obras do novo Bento.

...As pessoas começaram a ficar doentes, então, para tirar a ansiedade, começaram a fazer as casas. A gente vem acompanhando e, pelo dia que assentou o primeiro tijolo, pouca coisa andou. A Renova chamou a Rede Globo, a comunidade, chamou sei lá mais quem, pra fazer a divulgação, mas a obra mesmo tá muito devagar. Eu vejo que eles agem assim, enrolando pra ganhar tempo. Devolver aquilo que eles tiraram de nós não é somente a casa, foram tantas outras coisas. Indenização justa, por exemplo, porque o que perdemos não tem preço, dinheiro nenhum paga.

Marquinhos Muniz, morador de Bento Rodrigues

...Nas audiências, a gente vê que as opiniões dos atingidos não são levadas em consideração. Estamos na audiência meramente como instituição figurativa, sem poder de voz. Eu percebo que nós estamos sendo usados para validar algo que já está previamente definido. O que as empresas vêm sempre pregando – isonomia, imparcialidade -, isso não tem acontecido. A gente lamenta, porque é um processo reparatório, não é nada que seja feito a título de bonificação, como se fosse algo que se faz para alegrar as pessoas, por assim dizer. O reassentamento é um ato de reparação por algo que foi retirado de forma criminosa, e essa reparação não tem sido feita de forma justa. A gente lamenta por esse espaço não ser democrático. Mas vamos continuar na luta, a gente não vai desistir. 

Mauro Silva, morador de Bento Rodrigues

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Author: Fundação Renova (Brazil)

[Este link é para a página oficial da Fundação Renova, com informações sobre o processo de reparação. A Fundação representa a Samarco, Vale e BHP, nos processos de reparação relativos ao desastre do Rio Doce]

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Author: Cristina Serra, Projeto Colabora (Brazil)

"Quatro anos após desastre, Samarco voltará a operar-Autorização para retorno de operação da mineradora responsável pela tragédia de Mariana (MG) põe em xeque sistema de licenciamento de grandes empreendimentos", 28 de outubro de 2019

A autorização para a mineradora Samarco voltar a operar, quatro anos depois do rompimento da barragem de Fundão, põe em xeque a transparência e a eficiência do sistema de licenciamento de grandes empreendimentos em Minas Gerais. A autorização tem validade de 10 anos e foi concedida pela Câmara de Atividades Minerárias do Conselho Estadual de Política Ambiental,...do governo mineiro,...[em]...25 de outubro. A Samarco...tem que fazer várias obras de recuperação…[C]omposição da Câmara…[:]...quatro...representantes do governo do estado; três do governo federal e...três do setor empresarial/mineral, com interesses convergentes para...o retorno da Samarco. As duas vagas restantes são do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia...e…[do]...Fórum Nacional da Sociedade Civil na Gestão de Bacias Hidrográficas...10 votos favoráveis, uma abstenção e um voto contra – o do Fonasc...única integrante da Câmara Minerária que apresentou parecer apontando...inconsistências no processo em que foi examinado o pedido da Samarco de uma Licença Operacional Corretiva...concedida…[em]...25 de outubro….[O]s prejuízos não foram precisamente quantificados. A investigação...mostrou que dirigentes da mineradora tinham conhecimento dos riscos que a barragem corria e não tomaram as medidas adequadas de segurança…[,]...o processo de licenciamento da barragem...foi feito às pressas, sem que a empresa cumprisse exigências fundamentais para obter as licenças...Mesmo assim, a Samarco foi bem-sucedida nas três etapas do processo...As duas investigações...após o desastre, a do Ministério Público Federal e a do Ministério Público Estadual de Minas Gerais, apontaram...indícios de improbidade administrativa na condução do processo de licenciamento...“O correto seria a empresa passar pelo processo trifásico novamente, levando em conta tudo que aconteceu na mineração em Minas Gerais nos últimos quatro anos, com 300 pessoas mortas nos dois maiores desastres de mineração do mundo”, afirmou a ambientalista Maria Teresa Corujo, do Fonasc…[F]oi a única integrante da Câmara Minerária que votou contra a ampliação das atividades do complexo da Vale onde ficava a barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho...no dia 11 de dezembro de 2018 e pouco mais de um mês depois, em 25 de janeiro deste ano, a barragem rompeu…[E]mpregos e impostos são importantes, mas...: nenhum dos três povoados mais atingidos foi entregue...aos moradores; a lama continua no fundo do rio Doce, milhares de indenizações continuam sendo discutidas, o processo criminal se arrasta...na Justiça Federal e ninguém foi punido. É uma ironia que a única novidade...seja a volta da Samarco…[e]...o lucro da Vale (dona da Samarco junto com a BHP)...de R$ 6,5 bilhões no terceiro trimestre de 2019, alta de 13, 71%...

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30 October 2019

Brazil: Operations at iron mine to resume, contingent on BHP & Vale safeguarding against another fatal dam collapse

Author: Marta Nogueira, Reuters

"Vale, BHP's Samarco gets license to resume operations after dam burst", 25 October 2019

Samarco, a joint venture between Vale…and BHP Group,…[has] won permission to resume operations at their Germano iron ore mine…roughly four years after a fatal dam collapse there. Vale said…it expected production at the joint venture…to resume toward the end of 2020. Resumption will be contingent on a [new] filtration system – which will take about a year to build – [allowing]… “dry stacking” technology to dispose of mining waste, replacing the previous tailings dam-based system. The mine…once produced nearly 25 million tonnes of…ore a year…[but] it will restart at an annual rate of less than a third of that…with [the] potential of increase[ing]…within...six years.

The Samarco…venture signed a deal with state and local authorities in March 2016 to create a foundation to oversee the clean-up…after the disaster,…spen[ding] over [R$6 billion]…but some victims have complained about the pace of rebuilding efforts. Vale on Friday reported weaker-than-expected earnings nine months after another fatal mine accident which has sparked a renewed effort by the company to dismantle its most dangerous tailings dams.

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Author: Jamil Chad, UOL (Brazil)

“Grupo denunciará Vale, empresas e governo em viagem pela Europa”, 11 de outubro de 2019

Numa tentativa de colocar pressão sobre a Vale e buscar leis que impeçam novas tragédias como a de Brumadinho ou Mariana, vítimas das barragens da mineradora, advogados e ativistas viajarão pela Europa para denunciar a empresa, cobrar respostas do governo e de companhias europeias e alertar para a impunidade na resposta diante das mortes. O grupo vai se reunir com investidores, políticos e representantes de organismos internacionais em sete países diferentes a partir deste fim de semana...[O]...grupo está sendo liderado pela Articulação Internacional de Atingidas e Atingidos pela Vale...[E]m Genebra, o grupo participará de reuniões na ONU sobre formas de responsabilizar empresas por violações de direitos humanos e da natureza. Em paralelo, o grupo fortalecerá as atividades do Sínodo da Amazônia que está acontecendo em Roma neste mesmo período...["O]...objetivo é denunciar a impunidade corporativa da Vale e das empresas a ela associadas, a ameaça de retomada das operações no complexo Paraopeba, em Brumadinho (mina da Jangada), a falta de compromisso real da empresa e do Estado brasileiro com as medidas de reparação integral e de garantias de não repetição em Brumadinho e Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais, e em Piquiá de Baixo, em Açailândia, na Amazônia Brasileira", aponta o grupo, em um comunicado...No dia 22 de outubro, em Berlim, o grupo participa de uma discussão sobre a responsabilidade das empresas alemãs O atestado de estabilidade da barragem da Vale foi dado pela empresa alemã TÜV SÜD, quatro meses antes do rompimento em Brumadinho...["O]...caso mostra que as empresas alemãs devem ser legalmente obrigadas a garantir a devidas diligências para os direitos humanos em suas atividades no estrangeiro”...

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