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Artigo

3 Mai 2022

Author:
Agência Pública

Brasil: Relatório afirma que desmatamento na região do Piauí para a produção de soja beneficia os negócios da Bunge

"Relatório liga desmatamento ilegal e grilagem à indústria da soja da Bunge no Piauí", 03 de maio de 2022

...O palco da devastação fica próximo a terras controladas por gigantes do agronegócio no Matopiba...[,]...nas áreas de Cerrado entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A menos de 50 km do local desmatado há fazendas da brasileira SLC Agrícola, uma das maiores agroempresas do país, da holandesa Bunge, dona de um silo de grãos nas redondezas...

...[O]...plantio de soja segue por trás do desmatamento e da grilagem no Cerrado, mesmo após grandes empresas firmarem compromissos por mais sustentabilidade em seus agronegócios na região...

...[D]e acordo com denúncia contida no relatório “Desmatamento, grilagem de terras e financeirização: impactos da expansão do monocultivo da soja no Brasil”...[,]... “o desmatamento ilegal beneficia companhias que dominam a indústria da soja no sul do Piauí”. Aqui surge uma das responsáveis pelo controle de 70% do comércio de commodities agrícolas no mundo: a holandesa Bunge, dona das marcas Primor, de margarinas e farinhas, e Soya, de óleos de cozinha, no Brasil.

...A iniciativa Chain Reaction Research, outra das que acompanha o comércio global de commodities agrícolas, estima que até 80% da soja cultivada em todo o Piauí acabe nos silos da Bunge no estado...

Além de possuir um armazém em Santa Filomena, a companhia tem uma estrutura de processamento em Uruçuí, também no sul piauiense, de onde exporta soja já processada para outros países. Conforme o novo estudo, tal domínio “confirma que antigos desmatamentos na região, que tem sido destinada à produção de soja há anos, beneficiam os negócios da Bunge”.

...[C]onforme o Canal Rural, a multinacional holandesa rastreia apenas 30% da soja adquirida indiretamente por ela no bioma...

A Pública perguntou à Bunge sobre a procedência da soja adquirida de Santa Filomena e se a companhia comprou grãos provenientes da fazenda Pedrinhas, recém-desmatada ilegalmente, mas a empresa respondeu que “não comenta relações comerciais com produtores específicos”.

A Bunge disse que “já rastreia e monitora aproximadamente 50% de suas compras indiretas no Cerrado” e que “aumentou de 25 para 61” o número de municípios monitorados entre os “mais vulneráveis ao desmatamento” no bioma, sem especificar se Santa Filomena e outros no sul do Piauí foram incluídos neste monitoramento...