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Artigo

6 set 2025

Author:
Barry Hatton,
Author:
Suman Naishadham, Associated Press

Portugal: Descarrilamento de elevador em Lisboa provoca 16 vítimas mortais e 21 feridos

Alegações

Elevador da Glória: investigação aponta que “cabo cedeu no ponto de fixação” e sistema de redundância não conseguiu parar o descarrilamento, 6 de setembro de 2025

Lisboa continua a tentar compreender o que provocou...o descarrilamento de elevador da Glória, tragédia que matou 16 pessoas. Uma nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) destaca agora os primeiros resultados da investigação, ainda sem conclusões definitivas.

Segundo o documento, “do estudo feito aos destroços no local, foi de imediato constatado que o cabo que unia as duas cabinas cedeu no seu ponto de fixação dentro do trambolho superior [carrinho, fixado na base da carruagem, onde se encaixam os cabos subterrâneos] da cabina n.º 1”. Foi essa falha que desencadeou o acidente: a cabina desceu descontrolada cerca de 170 metros, “em menos de 50 segundos”, acabando por embater lateralmente em edifícios e postes de iluminação.

O relatório destaca que, embora o guarda-freio tenha atuado rapidamente, acionando o freio pneumático e o manual, “os freios não têm a capacidade suficiente para imobilizar as cabinas em movimento sem estas terem as suas massas em vazio mutuamente equilibradas através do cabo de ligação”...

O GPIAAF esclarece ainda que a inspeção realizada no próprio dia do acidente não podia ter detetado a anomalia...

O relatório acrescenta que “a manutenção encontrava-se em dia” e que o sistema de emergência, concebido para cortar a energia e acionar automaticamente os travões, “funcionou conforme projetado”. Contudo, será necessário confirmar se o freio pneumático automático atuou de forma eficaz...

A nota lembra que o Elevador da Glória, em funcionamento desde 1885, já sofreu várias modernizações, mas mantém “um sistema de tração por cabo cuja filosofia de segurança depende do equilíbrio das massas entre as duas cabinas”. Esse equilíbrio, sublinha o GPIAAF, “é condição essencial para que os freios atuem com eficácia”...

Sobre o trabalho da tripulação, os peritos assinalam que “não há evidência de erro humano” e que as respostas do guarda-freio “estão em conformidade com os procedimentos previstos”. A investigação vai ainda analisar a formação recebida e os tempos de reação registados nos sistemas de monitorização...