Angola: Election results are disputed by opposition and activists; diplomats & intl. observers allege that elections were fair

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After 38 years in power, President José Eduardo dos Santos, of the Popular Movement for the Liberation of Angola (Movimento Popular de Libertação de Angola-MPLA), did not run for the general elections on August 23. But everything indicates that João Lourenço, MPLA candidate supported by the president, will be his successor. These were the fourth elections since independence in 1975 and the first in which President José Eduardo dos Santos is not a candidate.

Elections were considered "free, fair and credible" by diplomats and international observers but the opposition disagrees. Activists comment and many also contest the results.

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1 September 2017

Angola: Ruling party claims election victory despite concerns of fairness in the process & restrictions on freedom of expression

Author: Jason Burke, The Guardian (UK)

"Angola's ruling party claims election victory-MPLA expects to win parliamentary majority, heralding end of José Eduardo dos Santos's near 40-year rule", 24 August 2017

...The ruling party...has claimed a widely expected election victory...The main opposition, National Union for the Total Independence of Angola (Unita), disputed the MPLA's projected result...Observers say Dos Santos...will still exert significant influence as party leader and that his family's grip on billions of dollars of businesses looks firmly established...But Jensen Kirk Søren, of Chatham House in London, said..."Lourenço is coming with a mandate. It's not fair to say this is simply cosmetic,"...A deep economic crisis has hit the MPLA's popularity in recent years..."There are no words to describe the level of corruption," said former prime minister Marcolino Moco...Lourenço joined the MPLA as a teenager and fought in the independence struggle against Portugal and the civil war with Unita that followed. The war, during which the MPLA (backed by Cuba and the Soviet Union) took on Unita (backed by the US and South Africa), devastated Angola...Lourenço, who studied in the Soviet Union before rising up the ranks in the military and the party, navigated the MPLA's swing from leftism to market capitalism with success. He has a reputation for relative probity and promised voters he would crack down on corruption. There was widespread concern about the fairness of the electoral process. The government has deployed state resources on a huge scale and has consistently repressed critics, moving on 12 August to ban protests and demonstrations by groups not running in the polls. A new law has given regulatory control of all media to a body administered by the government and the ruling party. Human Rights Watch said the election would be "marred by severe restrictions on freedom of expression and assembly". The European Union scrapped plans to observe the elections after Luanda failed to agree to a package of conditions, including access to all parts of the country during the poll. It sent a small team of experts instead. André da Silva Neto, head of Angola's election commission, said the poll was "an example of how elections should be carried out in any part of the world"...

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31 August 2017

Angola: Rafael Marques, journalist & human rights advocate, claims elections were “stolen”

Author: Rafael Marques de Morais, Maka Angola (Angola)

"Angola: The Stolen Elections", 25 de August de 2017

"False," "fabricated," "invented," and "made up" are some of the words that various watchers and monitors of the electoral process have used to describe the results and numbers announced by CNE...[the National Electoral Commission]...Nowhere in Angola...were votes tallied beyond the polling station...Prior to the announcement by the spokesperson of CNE, Júlia Ferreira, the head of political and electoral affairs of MPLA, João Martins had already rallied the national and international media to claim victory by a landslide. What numbers he put out were the very same ones read out later by CNE's spokesperson. It does not seem to matter anymore because the international media, whose opinion or verdict is, for better or worse, often important to lend credibility to elections in places like Angola, had already concluded even before a single vote was cast, that the MPLA would win comfortably. Whether that win would be procured by fair or foul means was of no moment to them. The only thing they seemed interested in was to know a little bit more about Dos Santos's sucessor – General João Lourenço. A number of international observers, particularly Portuguese politicians, predictably praised the elections as "perfect"...The opposition organized itself to undertake parallel tallying of the votes...Ordinary Angolans have long been fed up with the kleptocratic regime of the MPLA and the accompanying neglect by the government of its social responsibilities, a severe economic crisis, widespread joblessness, and decades of misrule and sheer incompetence...MPLA could no longer control the hearts and minds of people through fear mongering, outright repression and corruption...[but]...has proven to be a master manipulator of the international media by getting it to buy into its narratives that serve to perpetuate and legitimize its power...Angolan voters have been robbed...[and]...have cost over half a billion dollars. For the international community it might be just business as usual with the Angolan regime. All that conversation about democracy and rule of law has never been meant sincerely. The Southern Africa Development Community Observation Mission has already declared the Angolan elections free and fair...

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Author: Manuel José, Voa Português

"Activistas anteveem crise pós-eleitoral em Angola-General Paka e activista Nuno Álvaro Dala falam em tensão-Dois activistas cívicos anteveem cenários de tensão pós-eleitoral em Angola", 29 de agosto 2017

Nuno Álvaro Dala, do grupo dos 17 activistas condenados e amnistiados em 2016, diz que neste momento há uma crise que pode evoluir enquanto Manuel Paulo Mendes de Carvalho Pacavira, General Paka, teme que o cenário de 27 de Maio de 1977 seja reavivado no país...[Ele]...se considera membro do MPLA e activista cívico, afirma que o receio dele "não é a UNITA que neste altura não tem qualquer capacidade bélica para renascer a guerra, mas o MPLA"que, segundo ele "tem um bando de bandidos" capazes de criar cenários de conflitos para depois eliminarem políticos opositores como fizeram no 27 de Maio de 1977, quando mataram Nito Alves, Bakalov e outros líderes de então". Filho do falecido nacionalista do MPLA Mendes de Carvalho Wanhenga Xitu, Paka considera que da actual geração de governantes não se pode esperar nada de bom...[:]..."Esta geração de José Eduardo dos Santos é má, é responsável pelas matanças do 27 de Maio e por todo o mal-estar que se vive actualmente em Angola porque boa parte destes governantes não são angolanos, são portugueses que a coberto de terem nascido cá continuam a querer perpetuar os mesmos vícios que tinham quando Angola ainda era considerada província ultramarina de Portugal"...Nuno Álvaro Dala...fala de...clima de desconfiança, de reserva da parte dos militantes do MPLA que ao contrário do que houve em 2008 e 2012, "não festejam e não fazem nada...[E]stamos quase numa crise pós-eleitoral que vai evoluir para uma verdadeira crise cuja solução se desconhece"...Para ele o futuro é muito sombrio.

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Author: Alvaro Ludgero Andrade, Voa Português

"AI desafia novo Governo angolano a virar a página sobre direitos humanos-Organização diz que legado de José Eduardo dos Santos é sombrio e de perseguição", 29 de agosto de 2017

A Amnistia Internacional (AI)...desafia o futuro Governo de Angola a virar a página no domínio dos direitos humanos, deixando de lado "a política sombria e de perseguição aos defensores dos direitos humanos, jornalistas e críticos de José Eduardo dos Santos"....David Matsinhe...[da AI]...considera que Angola tem de mudar as leis e a prática para proteger a liberdade de imprensa e de expressão, caso contrário continuará na lista dos maiores violadores dos direitos humanos. Para Matsinhe, o futuro Governo, independentemente de quem for, tem de escrever um novo capítulo sobre os direitos humanos....[A]...AI não se pronuncia sobre as eleições por não ter enviado observadores a Angola...

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Author: António Cascais, Agência Lusa (Angola/Portugal)/Deutsche Welle

"Angola: Eleições justas para uns, injustas para outros-Um grupo de diplomatas angolanos considerou as eleições gerais de 23 de agosto "livres, justas e credíveis" Mas a oposição faz uma avaliação muito diferente.", 28 de agosto de 2017

"As eleições gerais foram realizadas de acordo com as práticas internacionais e no respeito dos princípios democráticos e direitos políticos consagrados na Constituição da República de Angola e em consonância com a sua lei eleitoral", afirmou...[em 27 de agosto]...o ministro angolano das Relações Exteriores. Georges Chikoti coordenou um grupo de 149 diplomatas que observou as eleições e as descreveu como "livres, justas e credíveis". Segundo os diplomatas, o processo de encerramento das urnas e contagem dos votos foi "rigoroso", embora o apuramento dos resultados fosse lento em algumas assembleias...O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) estava na frente da contagem com 61,05% dos votos, de acordo com dados preliminares da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola, com quase 99% das mesas de voto escrutinadas. O cabeça-de-lista do partido, João Lourenço, foi eleito Presidente da República. A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) obteve apenas 26,72% dos votos e a Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) ficou em terceiro lugar, com 9,49%...[O]s partidos da oposição não reconhecem estes resultados apresentados pela CNE, alegando que aquele órgão eleitoral incorreu numa "ilegalidade" por não respeitar procedimentos que garantem a transparência do processo, previstos na lei angolana. O presidente da UNITA salientou que o partido tem em sua posse as atas completas de todas as mesas de voto do país e está a proceder à própria contagem...CASA-CE não reconhece resultados...De acordo com a coligação, o escrutínio da CNE não decorreu sob supervisão técnica dos comissários eleitorais encarregues para o efeito...[CASA-CE]...está a fazer a sua própria contagem...As contestações por parte dos partidos da oposição contrastam com os pareceres, no geral favoráveis, dos observadores internacionais...

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Author: Tainã Mansani, Deutsche Welle (Germany)

Rafael Marques: "Reformas em Angola começam com a demissão de Isabel dos Santos da Sonangol-Jornalista angolano diz que eleições em Angola em 2017 foram "roubadas". E defende a demissão de Isabel dos Santos da presidência da Sonangol para início de "mudança" em Angola", 28 de agosto de 2017

O jornalista e activista angolano Rafael Marques acredita que o Presidente eleito, segundo resultados provisórios, pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), João Lourenço, deverá governar o país como "subordinado" de José Eduardo dos Santos, o chefe de Estado cessante. Em entrevista à DW, o jornalista, já crítico ao atual Governo, explica porque chama as eleições angolanas em 2017 de "roubadas". Segundo Marques, o "fantasma da guerra" é um "discurso" usado pelo MPLA porque o partido tem medo de perder o poder, e isso nota-se em 2017...[A]pela à uma reforma política e económica profunda que começaria com a mudança de ministros em função, além das demissões de Isabel dos Santos da presidência da Sonangol e de José Filomeno dos Santos do Fundo Soberano. Ambos são filhos do Presidente cessante, José Eduardo dos Santos...[A]credita que o Presidente eleito, (segundo os resultados provisórios da CNE) João Lourenço, não tenha força política para mudar o que está mal...

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Author: Gemma Parellada, El Pais

"Angola se prepara para a saída de presidente Dos Santos depois de quase quatro décadas-O presidente, no poder desde 1979, deixa o cargo depois das eleições desta quarta-feira", 25 de agosto de 2017

...[E]leições desta quarta-feira...não apontam mudança política, mas serão uma histórica e retumbante despedida: a do presidente José Eduardo dos Santos..."Este país precisa de mudança", afirma Abel Chivukuvuku, o candidato de um dos principais partidos da oposição (CASA-CE)...Os recursos minerais, como os diamantes e, sobretudo, o boom do petróleo, permitiram ao Estado reconstruir uma parte da infraestrutura totalmente destruída pela guerra, que terminou em 2002. Treze anos de luta pela independência de Portugal, mais 27 de guerra civil, deixaram o país cicatrizado pelas bombas, pelos deslocados, pelos feridos, e sob o perigo das minas antipessoal...O colapso do preço do petróleo freou o desenvolvimento econômico do país, que entrou em recessão pela primeira vez desde 2002...Na rua, as divergências são suaves, amáveis e cordiais. Mas expressar uma opinião contrária ao MPLA pode ter graves consequências...O jornalista e ativista Rafael Marques de Morais esteve na prisão, foi ameaçado e acusado pelas autoridades de "injúria contra a autoridade pública"...João Lourenço, ministro da Defesa e, aos 63 anos, substituto de José Eduardo dos Santos, não é indício de uma abertura do sistema, nem sequer nas fileiras do MPLA, mas bem o contrário. "Não é um homem de diálogo", afirma..."O presidente Santos privatizou o Estado, os principais bens do país – o setor diamantífero, o petróleo e o setor bancário – estão em mãos de seus filhos", denuncia. A filha mais velha, Isabel dos Santos, se transformou na primeira mulher bilionária da África. Segundo o Centro de Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, entre 2002 e 2015 o equivalente a 90 bilhões de reais do orçamento do Governo desapareceram...

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