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Brasil: Entregadores de aplicativo afirmam que condições de trabalho pioraram depois de um ano de pandemia

“Um ano de pandemia: entregadores de aplicativo relatam piora em condições de trabalho”, 30 de março de 2021

Superexplorados e expostos à covid-19, os entregadores de aplicativos enfrentam condições de trabalho ainda mais precárias do que na primeira onda da pandemia. A greve inédita da categoria, em junho de 2020, não mudou o modus operandi das empresas. “Fizemos a paralisação e os caras não cederam em nada. As taxas estão cada vez piores..”, critica Simões*, que faz entregas em Niterói (RJ) e atua como motoboy há mais de 15 anos...

Altemício Nascimento, de 53 anos, também participou das mobilizações ano passado e afirma que as empresas não abrem diálogo com os entregadores. Após ser bloqueado pelo Ifood, ele segue fazendo entregas pela Rappi, UberEats, Loggi e LalaMove.

...Uma remuneração maior da taxa mínima de corrida e o pagamento padronizado por quilometragem eram as principais reivindicações do movimento conhecido como #BrequedosApps.

...“Eles baixaram ainda mais o valor [da taxa]...E a gasolina está quase R$ 6,00 o litro...”, afirma Nascimento. Além da remuneração precária, os entregadores apontam que os bloqueios arbitrários continuam acontecendo e que material de proteção contra covid-19 entregue pelas plataformas é escasso...

A Rappi optou por não comentar especificamente sobre o caso de Nascimento...A empresa informou apenas que para receber qualquer auxílio o entregador deve apresentar um exame médico e/ou atestado positivo para a covid-19...Segundo endossa a nota enviada, a Rappi formalizou um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em dezembro do ano passado para cumprir compromissos e uma série de medidas para proteger os entregadores parceiros. A Rappi alega ainda que, mesmo antes da pandemia atingir o país, já havia desenvolvido protocolos de proteção, como entrega sem contato, distribuição de máscaras e álcool em gel, além de sanitização de carros, motos, bikes e bags.

O Ifood, por sua vez, afirma que já destinou cerca de R$ 100 milhões dentre todas as iniciativas de proteção e apoio aos entregadores...Foram criados dois fundos especificamente para os trabalhadores adoecidos ou integrantes do grupo de risco. De acordo com a empresa, todos os entregadores que atuam na plataforma podem acionar o auxílio e a remuneração dos fundos corresponde à média de ganhos do entregador no aplicativo dos últimos 3 meses…

A Loggi, por sua vez, optou por não responder as perguntas enviadas pela reportagem e a UberEats não retornou a demanda…