abusesaffiliationarrow-downarrow-leftarrow-rightarrow-upattack-typeblueskyburgerchevron-downchevron-leftchevron-rightchevron-upClock iconclosedeletedevelopment-povertydiscriminationdollardownloademailenvironmentexternal-linkfacebookfilterflaggenderglobeglobegroupshealthC4067174-3DD9-4B9E-AD64-284FDAAE6338@1xinformation-outlineinformationinstagraminvestment-trade-globalisationissueslabourlanguagesShapeCombined Shapeline, chart, up, arrow, graphLinkedInlocationmap-pinminusnewsorganisationotheroverviewpluspreviewArtboard 185profilerefreshIconnewssearchsecurityPathStock downStock steadyStock uptagticktooltiptriangletwitteruniversalitywebwhatsappxIcons / Social / YouTube

This page is not available in English and is being displayed in Portuguese

Article

3 Jun 2025

Author:
Repórter Brasil

Brasil: Tirol rompe com fornecedor após alerta sobre trabalho escravo

"Gigante do leite, Tirol corta fornecedor após alerta sobre trabalho escravo", 3 de junho de 2025

Dois trabalhadores foram resgatados de situação análoga à de escravo em uma fazenda que fornecia leite para a Laticínios Tirol. Após saber do caso por meio da Repórter Brasil, a companhia afirmou... ter cortado o produtor da sua lista de fornecedores.

A operação de fiscalização ocorreu em setembro de 2024, no município de Manoel Ribas (PR), na propriedade de Osmair Marcelino, a Fazenda São João. Um dos resgatados vivia há cerca de 20 anos na fazenda e não recebia salário, afirmaram os auditores. Ele recebia doações da família como cestas básicas, colchões e objetos para casa...

O trabalhador dormia no chão sobre um colchonete velho. A casa de madeira tinha piso com buracos, fiação elétrica exposta e telhado sem manutenção. A água para consumo era captada de um córrego por uma mangueira que passava ao lado de um cano de esgoto com vazamento. A chaminé do fogão à lenha estava prestes a desabar e estava obstruída – quando ele cozinhava, a casa enchia de fuligem.

O segundo trabalhador resgatado também atuava na propriedade sem contrato formal e trabalhava aplicando agrotóxicos e roçando pasto sem EPI (Equipamentos de Proteção Individual), de acordo com o relatório de fiscalização. Nenhum dos dois trabalhadores recebeu férias e décimo terceiro, apontaram os auditores.

Além de não receber salário, um dos resgatados relatou que devia R$ 1.200 ao dono da fazenda... O MTE entendeu que a situação caracterizava servidão por dívida, um dos elementos que configura trabalho escravo no Brasil, segundo a legislação. O proprietário da fazenda assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público do Trabalho. As rescisões devidas somaram R$ 120 mil. A Repórter Brasil procurou o fazendeiro e seu representante legal para comentar o caso, mas nenhum se pronunciou até o fechamento desta reportagem…